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Archive for novembro \14\-03:00 2019

CONSERVATÓRIO REALIZA SEMANA D MÚSICA

novembro 14, 2019

SEMANA DA MÚSICA 1

 

O Conservatório de Tatuí – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo – promove, de 18 a 24 de novembro, a 59ª Semana da Música. O evento é considerado um dos mais importantes e tradicionais do calendário cultural da instituição, com concertos gratuitos de vários grupos artísticos. Neste ano, a programação tem uma novidade, o projeto “Que som é esse?” – um dia inteirinho de atrações especialmente dedicadas às crianças e seus familiares, com demonstração de instrumentos, exposições, pintura facial, muita música, teatro e diversão – tudo com entrada gratuita.

A programação começa nesta segunda-feira, dia 18, com o concerto “Spirituals” do Coro do Conservatório de Tatuí. O grupo apresenta-se às 20 horas, na Igreja Matriz de Tatuí, com entrada gratuita. De acordo com o regente convidado, Marcos Baldini, o concerto homenageia a semana da Consciência Negra, com obras tradicionais como “He’s the lily of the valley”, “Seekin’ for a city”, “Give me Jesus”, “Wade in the water”, “City called heaven”, “I want Jesus”, “The battle of Jericho”, “Obey the espirit of the Lord”, “Deep River” e “Feel Good”.

Na terça-feira, dia 19, às 20 horas, o concerto será com a Camerata de Violões do Conservatório de Tatuí, que sobe ao palco do Teatro Procópio Ferreira com vários convidados. O grupo interpretará “I am willing Lord” (Kurt Kaiser), “Introdução e Fandango” (Luigi Boccherini), “Malagueña” (Ernesto Lecuona), “Estampas” (Federico Moreno Torroba), “Remembrance” (Sérgio Assad) e “Concerto para 2 Violinos (1º movimento), BWV 1043” (Johann Sebastian Bach). O programa segue com “Siciliano (da Sonata nº 2 para Flauta, BWV 1031)”, de Johann Sebastian Bach, com solo da flautista Nayane Freitas; e “Jesus, alegria dos homens” (Jesus bleibet meine Freude, da Cantata BWV 147, de Bach), com participação especial do Coro do Conservatório de Tatuí, além de professores e alunos do curso de Violão Clássico da instituição.

“Que som é esse?”

A 59ª Semana da Música continua até sábado, com concertos do Grupo de Percussão, Banda Sinfônica, Big Band e Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí. E no domingo, dia 24, a escola estará de portas abertas das 9 horas às 19 horas com o projeto “Que som é esse?” – um evento especialmente dedicado às crianças.

O diretor executivo do Conservatório, Ary Araújo Júnior, explica que a ideia é apresentar às crianças e a seus familiares um pouco de tudo que é feito dentro da instituição. “Haverá estandes com os mais variados instrumentos musicais e professores mostrando como cada instrumento funciona. Também teremos exposição de figurinos do Setor de Artes Cênicas, estande de pintura facial com professores e alunos da Oficina de Maquiagem para Teatro, exposição de luteria e muito mais. Montaremos um palco no jardim e faremos apresentações musicais durante todo o dia, com um grupo diferente a cada meia hora, além de concertos no palco do Teatro Procópio Ferreira e surpresinhas para as crianças. Diversão garantida para a família toda e com entrada gratuita”, comenta. O projeto tem apoio de Coop – Cooperativa de Consumo e Sabesp.

Semana da Música

A Semana da Música foi criada pelo Conservatório de Tatuí em 1961, por iniciativa da então diretora, Professora Yolanda Rigonelli. O evento acontece sempre na semana do dia 22 de novembro, que é Dia do Músico e Dia de Santa Cecília – a padroeira dos músicos. Além de celebrar a data, o evento apresenta à comunidade um pouco do trabalho que é desenvolvido pela instituição ao longo de todo o ano letivo, com participação de grupos, alunos e professores que se destacaram no período.

SERVIÇO
59ª Semana da Música do Conservatório de Tatuí
Coro do Conservatório de Tatuí
Marcos Baldini, regente convidado
Data: 18 de novembro de 2019, segunda-feira
Horário: 19h00
Local: Igreja Matriz de Tatuí-SP
Entrada gratuita

59ª Semana da Música do Conservatório de Tatuí
Camerata de Violões e Coro do Conservatório de Tatuí
Edson Lopes, coordenação da Camerata
Marcos Baldini, regente convidado do Coro
Data: 19 de novembro de 2019, terça-feira
Horário: 20h00
Local: Teatro Procópio Ferreira
Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP
Entrada gratuita

59ª Semana da Música do Conservatório de Tatuí
Grupo de Percussão do Conservatório de Tatuí
Luis Marcos Caldana, coordenação
Data: 20 de novembro de 2019, quarta-feira
Horário: 20h00
Local: Teatro Procópio Ferreira
Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP
Entrada gratuita

59ª Semana da Música do Conservatório de Tatuí
Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí
Marco Almeida Júnior, regente convidado
Data: 21 de novembro de 2019, quinta-feira
Horário: 20h00
Local: Teatro Procópio Ferreira
Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP
Entrada gratuita

59ª Semana da Música do Conservatório de Tatuí
Big Band do Conservatório de Tatuí
Cláudio Sampaio “Cambé”, coordenação
Data: 22 de novembro de 2019, sexta-feira
Horário: 20h00
Local: Teatro Procópio Ferreira
Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP
Entrada gratuita

59ª Semana da Música do Conservatório de Tatuí
Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí
Edson Beltrami, regente
Data: 23 de novembro de 2019, sábado
Horário: 20h00
Local: Teatro Procópio Ferreira
Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP
Entrada gratuita

59ª Semana da Música do Conservatório de Tatuí
“Que som é esse?”
Mostra instrumental, exposições, recitais e concertos
Data: 24 de novembro de 2019, domingo
Horário: 09h00 às 19h00
Local: Conservatório de Tatuí
Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP
Entrada gratui

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Destaques da edição de 19-11-2019

novembro 14, 2019

PREFEITA REESTRUTURA SECRETARIAS MUNICIPAIS

TATUIANO RECEBE PRÊMIO LIBERDADE DE IMPRENSA DA ANJ

PALESTRAS COMBATEM VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

IN MEMORIAM – SE TENS… – JOSÉ CELSO DE MELLO

O PODER DE QUEM TEM A CANETA – GAUDÊNCIO TORQUATO

SICREDI LANÇA PORTAL DE INVESTIMENTOS

COLUNA GENTE

INTEGRAÇÃO NAS EMPRESAS

CONSERVATÓRIO PROMOVE SEMANA DA MÚSICA

CÂMARA APROVA TREZE PROJETOS DE LEI

BOMBEIROS HOMENAGEIAM PREFEITA

PROJETO DA APA NO TEATRO PROCÓPIO FERREIRA

EMENDA DEVE BENEFICIAR CANIL MUNICIPAL

VIOLONCELOS NA PRAÇA DA MATRIZ

MUSEU FUNCIONA NO FERIADO

AGENTES CADASTRAM AGENTES DA SAÚDE DA FAMÍLIA

PARÓQUIA SÃO LÁZARO PROMOVE JANTAR

MUSEU COM FILMES NA MOSTRA “IDENTIDADE NEGRA”

AGENDA CULTURAL DO CONSERVATÓRIO DE TATUÍ

TATUÍ E SUA HISTÓRIA – JUNHO DE 1934

CONSELHO PROMOVE FORUM DAS PCDs

PALAVRAS CRUZADAS

COLUNA DE ESPORTES

TATUÍ INICIA SEGUNDA ETAPA DE VACINA CONTRA SARAMPO

FALECIMENTOS

COLUNA POLICIAL

GOVERNO ABRE PROGRAMA PARA PARCELAR ICMS

CLASSIFICADOS

NOVELAS

CANAL 1 – NOTAS E TV POR FLÁVIO RICCO

MATÉRIAS OFICIAIS

(Editais da Prefeitura de Tatuí e editais de casamentos do Cartório de Registro Civil de Tatuí).

Destaques da edição de 9-11-2019

novembro 8, 2019

NOVOTEC É NOVIDADE DA ESCOLA “SALES GOMES”

JARDIM DA SANTA DEVE SER INAUGURADO EM DEZEMBRO

JOANA SERIA FILHA DE MARIA DA PAZ E AMADEU? – NOVELAS

PLANEX REALIZA NOVO CONCURSO PARA A PREFEITURA DE TATUÍ

ABERTA INSCRIÇÕES PARA VESTIBULAR DA FAESB

TATUÍ TURISMO ANUNCIA NOVA EXCURSÃO

DEFENDENDO O MINISTRO – JOSÉ RUBENS DO AMARAL LINCOLN

ENTENDA SOBRE INVESTIMENTO – LAÍS DE SOUZA

ON MEMORIAM – CONTRASTES… – ALEXANDRE MILANI FILHO

O SONHO DA GRANDE PÁTRIA – GAUDÊNCIO TORQUATO

COLUNA GENTE

TEMPORAL PROVOCA DANOS EM TATUÍ

INTEGRAÇÃO NAS EMPRESAS

LOUVOR PARA JOVENS LOTA IGREJA MATRIZ

PARÓQUIA PROMOVE JANTAR DA PADROEIRA

ROLÊ MOVIMENTA PRAÇA DA MATRIZ

TRECHO DA MARGINAL DO MANDUCA EM FASE DE FINALIZAÇÃO

PREFEITURA LANÇA PROGRAMA ASFALTO NOVO

PARQUE MARIA TUCA REABRE PISCINAS

PEÇA DE TATUÍ PREMIADA EM FESTIVAL

PREFEITA PEDE RECURSOS PARA A GCM

CEUS DAS ARTES MINISTRA AULAS DE DANÇA DO VENTRE

PREFEITURA CUIDA DA REGULARIZAÇÃO DE IMÓVEIS EM BAIRRO

FUNDO SOCIAL PRODUZ BONECOS DE MEIA

CONSERVATÓRIO COM ESPETÁCULO MUSICA

AGENDA CULTURA DO CONSERVATÓRIO DE TATUÍ

TATUÍ E SUA HISTÓRIA – JUNHO DE 1934

PALAVRAS CRUZADAS

PRÊMIO INCENTIVO À MÚSICA DE CÂMARA NO CDMCC

REUNIÃO PLANEJA CENSO 2020

COLUNA DE ESPORTES (EQUIPE DE TATUÍ NA ELITE DO BASQUETE)

CONCESSIONÁRIA SELECIONA PROJETOS DE ENERGIA

BANDA DE CESÁRIO LANGE NA PRAÇA DA MATRIZ

FALECIMENTOS

COLUNA POLICIAL

CRIADORES DEVEM VACINAR CONTRA FEBRE AFTOSA

CLASSIFICADOS

NOVELAS

CANAL 1 – NOTAS DE TV POR FLÁVIO RICCO

MATÉRIAS OFICIAIS

(Leis e decretos da Prefeitura de Tatuí, Concurso Público da Prefeitura de Tatuí, edital da Fundação Educacional Manoel Guedes (processo seletivo) e editais de casamentos do Cartório de Registro Civil de Tatuí).

STF É PELAPRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

novembro 7, 2019
Celso

No link abaixo, a íntegra do voto do ministro Celso de Mello.

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente as ações de inconstitucionalidade da prisão em segunda instância. Por 6 votos a cinco, os ministros mantiveram o entendimento que a Constituição Federal determina  a presunção de inocência para réus que respondam por condenação criminal até a ultima instância. A decisão foi prolatada pelo ministro Dias Toffoli, que desempatou o julgamento. Ficou estabelecido o entendimento da ministra Carmem Lúcia que para os casos em que os réus estão presos, os juízes irão decidir se estes serão mantidos presos ou responderão o processo em liberdade. Veja no link abaixo a íntegra do voto do ministro Celso de Mello nesta noite no STF.

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DEFENDENDO O MINISTRO

novembro 7, 2019

 

Amaral Lincoln - site

José Rubens do Amaral Lincoln

                         Ao primoroso editorial do jornal “Integração”, da última edição, sob o titulo “O RESPEITO POR UM MINISTRO DO STF”, no caso o ministro Celso de Mello, eu gostaria de complementar, com o meu testemunho, a questão da imparcialidade do decano, neste momento em que se avizinha o julgamento, pelo STF, sobre a constitucionalidade da prisão, após o julgamento pela segunda instância.

Conheço o ministro Celso de Mello desde os meus oito anos de idade. Isso mesmo: desde os meus oito anos de idade !  Mais do que conhecê-lo, eu convivi com ele, na minha infância, na minha adolescência e na minha juventude. E, para honra e gáudio só meus, convivo com ele, no por do sol de minha mísera existência.

Há cerca de meio século, em num jornal local, publiquei uma nota por meio da qual eu expressei minha grande admiração ao jovem Celso de Mello que, na ocasião, talvez nem integrasse ainda o glorioso Ministério Público paulista, onde ingressaria no honorabilíssimo primeiro lugar, em 1970. Naquele tempo já se antevia  o seu engajamento na luta por um mundo mais justo e igualitário, ideal de que  ainda  se nutre sua alma generosa,  feita da luz de todas as estrelas.   A nota terminava mais ou mesmo assim, se me não trai a memória:   (…) Trata-se de uma inteligência sem soberba, uma erudição sem afetação, um caráter sem jaça, uma honra sem tisne, uma consciência sem remorsos e uma bondade sem limites.

Bem, voltemos à questão da prisão, após a condenação em segunda instância. Conforme o referido editorial, “(…) o ministro recebeu mensagens enviadas por alguém de Tatuí, que na cidade falam “com raiva” dele em razão de seu voto ser pela presunção de inocência, como preceitua a Constituição Federal”.

E, segundo se infere do editorial, essa “raiva”, por parte do autor das mensagens enviadas ao ministro, decorreria de se supor que o voto do decano teria a intenção de beneficiar o Lula, prejudicar a Lava Jato etc.

Ora, como bem ressaltou o editorial, “(…) Poucos sabem que esta posição é defendida pelo ministro desde que ingressou no STF há mais de trinta anos. Sua primeira decisão foi em 7/11/1989, época em que  ninguém falava em Lava Jato ou Petrolão, e Lula sequer era presidente da República”.

Digo eu: tal circunstância é uma prova irrefutável da isenção, da imparcialidade do decano, se ele votar pela constitucionalidade do artigo 283, do Código de Processo Penal, que, ao meu sentir, se ajusta a talhe de foice ao artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, que preceitua que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Em consequência, não passam de delírios quixotescos (frutos da ignorância ou da má-fé, por parte do covarde autor daquelas mensagens e dos que pensam como ele), cuidar que o ministro estaria sendo faccioso se julgasse procedentes as ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs  43, 44 e 54), ou, em outras palavras, votasse contra a prisão, após a condenação em segunda instância.

O juiz, seja ele singular, desembargador ou ministro de um tribunal superior deve aplicar corretamente a Constituição e as leis da República.

Ao decidir, não pode o juiz atender sua opinião pessoal, suas idiossincrasias e nem ser movido por seus sentimentos. A criação das leis compete, como é curial, ao Poder Legislativo, cabendo ao juiz apenas aplicá-la, ainda que tenha de torcer o nariz, para tanto.

Neste passo, é importante distinguir lei de justiça. Uma não tem nada a ver com a outra, posto que, em princípio, aquela devesse refletir esta. Essa diferença entre  lex (lei) e jus (justiça) é fundamental. Cabe ao Supremo Tribunal Federal, como de resto a todos os juízes e tribunais, aplicar a lei e a Constituição, com serenidade e prudência, aos casos que lhe são submetidos a julgamento.

Ao povo, representado pelos jurados, cabe fazer justiça, nos casos de julgamentos afetos ao Tribunal do Júri.  O jurados, juízes de fato,  diferentemente do juiz de direito,  prestam juramento de fazer justiça, e, não, de aplicar a lei. Tanto é assim que estão isentos de fundamentar o seu voto. Já aos juízes dito togados (juízes monocráticos, desembargadores e ministros), a lei impõe a fundamentação de suas decisões.

Assim, compete aos ministros do STF aplicar a Constituição, cumprindo o juramento que fizeram ao ingressarem no honroso cargo.  Quando o preceito constitucional é de extrema clareza, como o é o artigo 5º, inciso LVII, não há como deixar de aplicá-lo, sob pena de se quebrar aquele juramento sagrado, além de – entre outras gravíssimas consequências – por em risco a segurança jurídica, viga-mestra da paz social e da Democracia.

Tal preceito, por ser de clareza boreal, prescinde de interpretação, como já nos ensinavam os romanos, séculos atrás: In claris cessat interpretatio.   E também não comporta gambiarras jurídicas, como, por exemplo,  o prolongamento do trânsito em julgado da sentença penal condenatória até  julgamento de eventual recurso pelo STJ, que seria a terceira instância. A propósito, vem, igualmente dos romanos, a lição milenar no sentido de que onde a lei não distingue não pode o intérprete distinguir (Ubi lex non distinguit nec interpres distinguire potest).

Assim, se o eminente ministro Celso de Mello votar pela constitucionalidade da prisão somente após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, não só estará cumprindo o juramento que fez, como, também, sendo absolutamente coerente  com as decisões por ele proferidas a partir de 1989, sobre a mesma questão.

Com todo o respeito, penso que os ministros que votarem em sentido contrario, estarão, em última instância,  travestindo-se em legisladores  e usurpando uma função que cabe apenas ao constituinte. E penso também, com o mesmo respeito, que, lamentavelmente, eles estarão ouvindo mais as vozes das ruas do que o que diz a Constituição. Um deles, o eminente ministro Luís Fux, até confessou isso no voto confuso, demagógico e destrambelhado que já proferiu,  nas aludidas ações de constitucionalidade.

Não deveria o juiz, ao julgar, curvar-se temerosamente  à opinião  publica, principalmente quando essa opinião se restringe apenas a alguns grupos de criminosos que –  como bem disse o Ministro Celso de Mello – “vivem na atmosfera sombria do submundo digital”.

Neste passo, é de se lembrar a lição do grande Rui Barbosa: “Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer que te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos !    O bom ladrão salvou-se.  Mas não há salvação para o juiz covarde.”

Celso de Mello, além de todos aqueles incontáveis predicados que  o fazem um dos melhores juízes do Supremo, em todos os tempos, é também um juiz corajoso. Como bem destacou o mesmo editorial, “Quem acompanha a vida do ministro Celso de Mello sabe que ele não se curva a ameaças, principalmente, quando estas vêm de pessoas que, covardemente, utilizam as mídias digitais para condutas que resvalam para o campo criminal.”

Encerro esta manifestação subscrevendo as palavras de Francisco Rezek, ex-ministro do STF, proferidas recentemente, por ocasião dos trinta anos de Celso de Mello, na Suprema Corte: “(…) Mas na consagração dos deveres de ofício, na dedicação radicalmente exclusiva a esse trabalho desde o momento de sua investidura, e a cada instante desses trinta anos, a ponto de que renunciasse a toda atividade externa e até mesmo aos mais simples prazeres da vida social, nisso nunca houve na história do Supremo alguém como Celso de Mello, nem haverá depois dele.”

 

 

 

 

 

 


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