TATUÍ EM COLAPSO NA REDE HOSPITALAR

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Na tarde desta quinta-feira (21), a cidade de Tatuí  entrou em colapso na rede pública de saúde. A municipalidade começa a se preocupar porque todos os leitos de UTI da Santa Casa estão com 100% de ocupação, 45 novas pessoas foram infectadas  e 151 aparecem como suspeitos nas últimas 24 horas. Nesta sexta-feira poderá ser anunciada a situação de emergência e  ser tomada uma medida mais austera para enfrentar a pandemia da Covid-19. Nesta quinta-feira (20), 14h35, a Vigilância Epidemiológica recebeu apenas 1.680 doses da vacina do Butantan e o público alvo são mais 4.500 profissionais que atuam na linha de frente no combate à pandemia. A primeira dose foi aplicada em uma funcionária na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa. Na foto de Renato Pereira de Camargo, a prefeita Maria José Vieira de Camargo recebe o primeiro lote da vacina do Butantan.

ANO MAIS MORTAL DA HISTÓRIA EM SP

A pandemia causada pelo novo coronavírus, que já causou a morte de mais de 210 mil pessoas, transformou 2020 no ano mais mortal da história do Estado de São Paulo. Desde o início da série histórica das Estatísticas Vitais de óbitos do Registro Civil, em 1999, nunca morreram tantos paulistas em um só ano, e nunca houve uma variação anual de óbitos tão grande como a ocorrida na comparação entre 2019 e 2020.

Segundo os dados do Portal da Transparência, no endereço eletrônico: 

https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio, plataforma administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/Brasil), os óbitos registrados pelos Cartórios de São Paulo em 2020 totalizaram 356.877, 17,2% a mais que no ano anterior, superando a média histórica de variação anual de mortes no estado que era, até 2019, de 2% ao ano.

E o número de óbitos registrados em 2020 pode aumentar ainda mais, assim como a variação da média anual, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência. Além disso, alguns estados brasileiros expandiram o prazo legal para registro de óbito em razão da situação de emergência causada pela Covid-19.

A pandemia trouxe também reflexo em outras doenças que registraram aumento considerável na variação entre 2019 e 2020. Foi, por exemplo, o caso das mortes ocasionadas por doenças respiratórias, que cresceram 27,5% na comparação entre os anos, passando de 125.598 para 160.218. Entre as doenças deste tipo, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) “explodiu”, registrando crescimento de 723%, seguida pelas de causas Indeterminadas, que registraram aumento de 26,7%.

Entre os óbitos causados por doenças cardíacas, muitas vezes relacionadas à Covid-19, a comparação entre 2019 e 2020 aponta um aumento de 6,4%, passando de 69.594 para 74.066. Entre as doenças do coração, o registro que apontou maior crescimento foi o de mortes por “Causas Cardiovasculares Inespecíficas”, que cresceu 50% entre os anos. O aumento dos óbitos em domicílio é uma das explicações para o diagnóstico inespecífico das mortes causadas por doenças do coração.

Mortes em domicíliosO receio das pessoas frequentarem hospitais ou mesmo realizarem tratamentos de rotina durante a pandemia, assim como a falta de leitos em momentos críticos da Covid-19 no Brasil, fez com que o número de mortes em domicílio disparasse no Estado de São Paulo quando se comparam os anos de 2019 e de 2020, registrando aumento de 15,3%.

As mortes por SRAG fora dos hospitais cresceram 1.600%. Também aumentaram os óbitos por Septicemia (11,6%) e causas indeterminadas (47,9%). Os registros de óbitos, feitos com base nos atestados assinados pelos médicos, apontam que 1.492 paulistas morreram de Covid-19 em suas casas. Os óbitos por causas cardíacas fora dos hospitais também dispararam em 2020, com registro de aumento de 22,4% na comparação com o ano anterior. Neste tipo de doença, o maior aumento se deu nas chamadas “Causas Cardiovasculares Inespecíficas” (118%), muito em razão de o falecimento ocorrer sem assistência médica, dificultando a qualificação da doença. Também cresceram os óbitos em casa por Acidente Vascular Cerebral (AVC), com aumento de 18,6%.

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