Postagem 15/6/2026 – 14h10
VEREADORES DENUNCIAM CONCESSÃO DO AEROCLUBE DE TATUÍ
O atual prefeito de Tatuí não tem mais medidas em seu plano de “exterminador do passado”. E seu alvo principal são as realizações dos governos do prefeito Joaquim Amado Veio Quevedo.
1 – Conservatório de Tatuí
A cidade sempre teve orgulho da escola de música e seus diretores. Na primeira gestão de Quevedo, o diretor era o professor José Coelho de Almeida. O Conservatório vivia seus dias de glória, com sua administração. Curso de Luteria, expansão do curso de teatro e na área de música clássica, por decreto do governador Abreu Sodré, a atenção para o ensino musical, para crianças desde o quatro anos, até formandos em todos instrumentos, para galgar suas carreiras artísticas. Veio um novo governo, demitiram o professor Coelho e o Conservatório entra em ebulição. Coube ao prefeito Veio Quevedo, a missão de indicar ao governo do Estado, Antonio Carlos Neves Campos para a direção. Neves, em 24 anos, conseguiu dar sequência ao trabalho do professor Coelho e elevar a escola ao seu mais alto patamar no cenário nacional. O maestro foi demitido e ninguém da política tatuiana conseguiu acertar o tom e afinar a escola sem um rítmo dissonante. Na atual administração tudo desafinou. E o prefeito de Tatuí nada faz. Senta na plateia só para assistir o ato final.
2- O Museu Histórico Paulo Setúbal, na Praça Manoel Guedes, nome do empreendedor que deu impulso para o desenvolvimento da nossa cidade, está sumariamente cerrado (fechado). Em 2010, o ex-prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo remodelou o museu, valorizou a história do município e entregou à população, as realizações de nossos antepassados, algumas até heroicas. As peças coletadas pelo tatuiano Nilzo Vanni, doadas por famílias para compor o acervo de nossa memória histórica, está encarcerada no porão do belíssimo prédio da Cadeia Pública, construído em 1920.
3 – Agora surge em cena, uma nova aberração administrativa. O prefeito pretende “conceder a terceiros” o espaço ocupado Aeroclube de Planadores de Tatuí. Ele desconhece o esforço de abnegados cidadãos, para que Tatuí se projetasse no mundo moderno da aviação. E escola de formação de piloto de planadores não se encontra em qualquer cidade do Brasil. Na década de 1960, o professor Acassil, Cláudio Del Fiol, Altair Passerani, Santino, Choquetti e tantos outros tatuianos, se irmanaram para instalar uma escola de pilotos no aeroclube de Tatuí. Não somente para tirar brevês, mas com ideias futuristas e para alçar o município às alturas. Na administração do prefeito Olívio Junqueira, o Aeroclube de Planadores, que estava instalado em Tietê, mudou-se para Tatuí, por iniciativa do então presidente Djan Golik. Esse piloto faleceu em um acidente aéreo no campo de aviação de Tatuí, em uma manobra de acrobacia. No segundo mandato, coube ao prefeito Veio Quevedo fazer “check-in” e, a pedido do professor Acassil, autorizou o asfaltamento da pista de pouso e decolagens, para de aviões de até 30 toneladas. Era a TAM que recebia as boas vindas, para instalar uma oficina em Tatuí. Mas, por motivos inconfessáveis, foi impetrada uma ação judicial e o comandante Rolim, presidente da companhia aérea, preferiu mudar seu projeto para São Carlos, cidade onde a política não criava problemas. Depois de anos de trabalho, vem um prefeito, nascido em Tatuí, e pretende colocar abaixo um trabalho de muitos que não podem mais protestar. Tenho certeza, que se o professor Acassil Camargo, se vivo fosse, já teria acabado com a gracinha do alcaide.
Vamos às consequências:
Será que o alcaide não possui uma assessoria consciente, para avaliar que a privatização de um aeródromo deve ter o aval da Aeronáutica? Trata-se de situação de segurança nacional. Ele não vê pelos noticiários, que as guerras iniciam por ataques a aeroportos? E se essa concessão/privatização cair em mãos erradas e tornar o local propício para tráfico de drogas? Quem tem que dar seu aval também é a Polícia Federal. Ele brinca de privatizar (conceder a terceiros), como fez o governador carioca Tarcísio de Freitas. Esse privatizou a Sabesp, empresa de saneamento básico, de propriedade do povo Paulista. No vídeo anexo, três vereadores se manifestam sobre um projeto de lei, que poderia resolver a situação e não foi aprovado na Câmara Municipal de Tatuí.
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