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Exclusivo – Gonzaga se pronuncia como secretário de Governo

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Prefeita Maria José assina nomeação de Gonzaga na Secretaria de Governo.

Na quinta-feira (2), a prefeita Maria José Vieira de Camargo nomeou o ex-prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo para ocupar a Secretária Municipal de Governo. O cargo será sem remuneração e o novo secretário vai articular as questões políticas do município e representar a cidade em busca de verbas estaduais e federais. O novo secretário concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal Integração nesta sexta-feira (3). Abaixo as perguntas e a íntegra das respostas.

Integração – O secretário de Governo é responsável pela parte política da administração municipal. Como o  sr.  avalia o primeiro mês de administração sem a presença desta peça essencial? O início das sessões da Câmara, na próxima semana, o levaram a assumir este cargo vago desde 1º de janeiro?

Gonzaga – Como secretário interino de Governo, a partir de 2 de janeiro, ficou designado pela prefeita Maria José o advogado Renato Pereira de Camargo, que acumulou a pasta com a Secretaria de Negócios Jurídicos. Em janeiro, procurei conduzir como 1º suplente de deputado estadual e presidente do PSDB local a questão das pontes junto ao Governo do Estado. Conseguimos o reconhecimento do governo para o nosso decreto de Estado de Emergência e agora aguardamos a assinatura do convênio, para a liberação dos recursos. Como secretário de Governo, quero atuar com legitimidade nas demandas e no relacionamento com os vereadores e deputados e com o Governo do Estado e a União.

Integração – O sr. pode assumir o cargo de secretário e receber o salário. Caso semelhante ocorreu no Rio de Janeiro com o ex-governador Antony Garotinho, secretário municipal na gestão de sua mulher. O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu, ao discutir o caso Garotinho, que o cargo em comissão de secretários nas três esferas da administração pública não caracteriza nepotismo. O que o levou a abrir mão do subsídio?

Gonzaga – Tatuí vive uma situação de Emergência e com um rombo nas contas de R$ 62 milhões. A infraestrutura da cidade está arrasada. Pensei bem e acho que a melhor forma de colaborar com o município agora é deixar de lado a questão salarial e utilizar a experiência que tenho de 20 anos de vida pública para reverter esse quadro. O que eu quero é ajudar. Talvez seja esse um dos maiores desafios que a vida me apresenta. Não tenho medo, já passei por outras situações difíceis e sei que com trabalho e uma boa equipe podemos melhorar as condições atuais. 

Integração – Pelo que se observa, a prefeita Maria José Vieira de Camargo mostra uma resposta positiva em seu primeiro mês de mandato. Um exemplo é  a solução do grave problema que envolvia os funcionários em  greve na Santa Casa. Existe forte possibilidade de o sr. assumir uma vaga na Assembleia Legislativa. Neste caso, quem seria a pessoa ideal para ocupar o perfil de secretário de Governo em seu “staff” político?

Gonzaga – Acho muito positivo o primeiro mês de mandato da Maria José. Enfrentou a greve e a crise na Santa Casa e conseguiu resolver questões importantes, como o contrato do transporte universitário e a questão do lixo, entre outras coisas. Com relação a me tornar deputado estadual, isso depende ainda de alguns fatores. Temos que aguardar as eleições na Assembleia, para a formação da nova mesa e eleição do novo presidente, que ocorrerá dia 15 de março. Além disso, o governador Geraldo Alckmin precisa chamar para o secretariado dois deputados estaduais da coligação a que pertenço (PSDB, DEM, PPS e PRB). Eu torço pra que dê certo, porque é Tatuí quem vai ganhar se eu estiver no parlamento paulista. E representar. Tatuí será a prioridade do meu mandato como deputado. Agora, se eu sair da Secretaria de Governo, o PSDB e os partidos aliados têm bons nomes que podem me substituir.

Integração – O primeiro projeto de lei de autoria do Poder Executivo, para mudar o organograma dos cargos em comissão e efetivos da municipalidade, recebeu cinco votos contrários na Câmara Municipal. O que faltou aos vereadores que se opuseram para se alinharem com o novo modelo de gestão para administrar Tatuí?

Gonzaga – Na minha análise, dos cinco votos contrários ao projeto da Reforma Administrativa, quatro foram de vereadores que ocuparam no mandato passado um cargo comissionado na administração. Talvez agora não se sentissem a vontade para votar pela reforma, já que participaram desse modelo de gestão, que não deu certo. As urnas mostraram isso. A Maria José, com a reforma administrativa, apenas cumpriu o que estava no seu Plano de Governo. O quinto voto, do vereador do PT, ele analisou a situação e teve seu ponto de vista. O PT participou do governo passado e esteve na coligação do nosso adversário. Temos que respeitar as posições políticas contrárias. Não é porque votaram contra a Reforma Administrativa que serão adversários. Outros projetos virão e os posicionamentos mudam.

Integração – Como articulador político e administrativamente, ao ocupar cargos públicos de relevância, o sr. já demonstrou que uma cidade do porte de Tatuí pode ser bem e facilmente administrada. O que faltou para o ex-prefeito José Manoel Correa Coelho para que ele não deixasse o município nesta situação caótica?

Gonzaga – Faltou competência para administrar. Ele é muito ruím como administrador e o resultado do seu governo foi desastroso. E não adianta por a culpa nos assessores, pois foi o ex-prefeito que os escolheu. Deixou uma dívida de R$ 62 milhões e uma cidade arrasada. O povo deu fim a esse governo lastimável nas eleições.

Integração – Em uma reunião em Brasília, com a presença de Geraldo Alckmin, antes das eleições, o governador, ao ser  questionado  sobre a situação de sua candidatura e as ações que estavam sendo  julgadas por supostas Ações de Improbidade Administrativa,  respondeu a esta pessoa que todos os prefeitos quando saem do governo sempre ficam com pendências jurídicas. Como o sr. na condição de secretário de Governo e sua equipe de trabalho pretendem evitar que a prefeita Maria José passe por este sério problema apontado pelo governador Alckmin?

Gonzaga – Administrar é tomar decisões. A Maria José formou uma boa equipe. Está cercada de bons advogados e de gente capacitada, pessoas que querem trabalhar pelo bem da cidade. Ela mesmo disse isso em seu discurso de posse. Uma das bandeiras da gestão é a transparência e eu acho que esse deve ser o tom do governo. A vontade de acertar é enorme. E temos que ouvir bastante, dialogar. Explicar cada decisão que o governo for tomar e que repercuta diretamente no cidadão.

Integração – Favor fazer suas considerações finais para que os leitores do Jornal Integração saibam seus propósitos ao assumir este cargo de relevância na administração municipal de Tatuí.

Gonzaga – Os desafios administrativos nos faz buscar soluções. Acho que é isso que a população de Tatuí quer hoje. Solução para os problemas da saúde, das pontes e dos buracos, por exemplo. E a administração municipal  trabalha muito nessas prioridades. Aproveitando o espaço, quero agradecer a todas as manifestações positivas que recebo, pessoalmente ou pelas redes sociais. Isso nos motiva a trabalhar mais. Que o tatuiano tenha a esperança de dias melhores. Eles, com certeza, virão.

 

 

 

 

 

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