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JORNAL INTEGRAÇÃO COMPLETA QUARENTA ANOS

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Na quinta-feira (24), o Jornal Integração completa quarenta anos de circulação ininterrupta em Tatuí, sempre com o objetivo de bem informar, servir e defender a comunidade. Durante essas quatro décadas, o semanário norteou-se pelas regras do bom jornalismo, informativo, isento, imparcial e de prestação de serviços, para defender interesses do município. Esta linha de conduta fez com que o “Integração” conquistasse, ao longo dos anos, admiração, respeito e fidelidade de seus assinantes e leitores.

Lançado na véspera do Natal de 1975, o primeiro número do Jornal Integração trazia reportagens alusivas à festividade. Uma delas, intitulada: “Papai Noel Mora em Tatuí”, manchete de capa do semanário, versava sobre o trabalho filantrópico de Antonio José Siqueira Vieira, conhecido na época como “Papai Noel da Cesp”. Vestido como Papai Noel, Antonio, já falecido há muitos anos, arrecadava e distribuía balas às crianças em cima de um caminhão da antiga distribuidora de energia da cidade. Era uma festa nas ruas, com muitas crianças seguindo o caminhão, para receber um aperto de mão e saborear aquele simples, mas saboroso e inesquecível presente de Natal do “Bom Velhinho”.

Outra reportagem destacava os esforços da Prefeitura Municipal para tentar recuperar o “Pinheirão” da Praça da Santa, símbolo maior do Natal em Tatuí, que havia sido atingido por um raio alguns anos antes. As novas gerações talvez não saibam, mas aquela árvore ainda hoje enfeitada para as festas natalinas, já teve mais que o dobro do tamanho atual. Tatuí, além de cidade da música, era conhecida por ostentar “a maior árvore natural de Natal do mundo”. O brilho e o colorido de suas luzes se transformaram, inclusive, em cartão postal. Porém, depois que o raio atingiu o “Pinheirão”, ceifando-lhe boa parte do topo, a árvore parou de crescer e teve que ser reduzida em seu tamanho para não morrer. E se isto acontecesse, mais uma tradição natalina tatuiana morreria com ela.

Na época em que o Jornal Integração começou a circular em Tatuí, por iniciativa dos então jovens jornalistas José Reiner Fernandes (este na direção do semanário até hoje), Roberto Antonio Carlessi e Francisco José Fernandes de Oliveira (Chico Lang), com o apoio do professor Acassil José de Oliveira Camargo e do artista plástico Ivan Gonçalves, entusiastas da imprensa, o município tinha 42 mil habitantes e era governado pelo prefeito Paulo Ribeiro, falecido em 2011. Ele concedeu entrevista ao semanário, recém-fundado, para falar sobre os projetos da municipalidade para 1976. O orçamento municipal naquele tempo, para se ter uma ideia, era de 20,5 milhões de cruzeiros. Com este montante, o prefeito deveria administrar a cidade e oferecer saúde, educação, transporte, segurança, infraestrutura e moradia, atendendo as necessidades da população. Para efeito comparativo, lembrando que a moeda é outra e a população hoje é de 115 mil habitantes, atualmente o orçamento de Tatuí está projetado em R$ 345 milhões.

Fazer bom jornalismo ou mesmo ser jornalista naquela época não era fácil. O Brasil vivia sob a ditadura militar e a censura patrulhava os órgãos de imprensa em todo o País. Críticas ao governo militar, por exemplo, não eram toleradas e poderiam trazer conseqüências sérias ao jornalista que as escrevesse. Felizmente a situação mudou e a atual Constituição garante a liberdade de imprensa, da livre opinião e expressão, dentro dos princípios da democracia, que voltou a imperar no País a partir de 1985, com o fim do regime de exceção. Por isso, é importante ressaltar a iniciativa de fundar e conduzir um jornal em plena ditadura militar, com o compromisso de fazer jornalismo sério, cumprido fielmente pelo “Integração”, que acabou por conquistar cada vez mais leitores.

Este semanário também foi o pioneiro no sistema de impressão em “off-set”, desconhecido até então em Tatuí. A arrojada linha gráfica e a diagramação objetiva logo na primeira edição fizeram com que o jornal ganhasse rapidamente espaço no mercado publicitário e arrebatasse muitos anunciantes. Ao longo do tempo, o jornal nunca deixou de acompanhar a evolução tecnológica e foi o primeiro na cidade a inserir uma página na Internet, a rede mundial de computadores, que revolucionou a comunicação mundial a partir da segunda metade da década de 90.

Nestes quarenta anos, o Jornal Integração notabilizou-se ainda por manter sempre seleto quadro de articulistas e colaboradores. Não citaremos nomes, para não cometer a injustiça ou lapso de esquecer alguém. Muitos desses articulistas já nos deixaram, mas perpetuaram nas páginas deste semanário suas ideias e posicionamentos sobre variados assuntos, sempre instigando a opinião pública e a curiosidade dos leitores.

Ao longo de quatro décadas, o jornal testemunhou e noticiou fatos de grande relevância na história de Tatuí. E também se engajou ativamente em campanhas em prol da comunidade. Participou da vida dos tatuianos, lutou por causas nobres. E ao completar quarenta anos, assim como o fez há dez anos atrás, no aniversário dos trinta, “reafirma seu compromisso, assumido em 24 de dezembro de 1975, de estampar sempre as verdades do homem e seu tempo, com imparcialidade, qualidade e respeito aos leitores, assinantes e anunciantes”. Que venham os próximos quarenta anos. Com os votos de uma Tatuí cada vez melhor. Para todos nós.

 

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