Postagem 23/9/2026 – 8h00
SANTISTA REATIVA TINGIMENTO NA FÁBRICA DE TATUÍ
A Santista Têxtil informa que vai instalar uma nova linha de tingimento na unidade de Tatuí, na Rodovia SP-127 (atrás do Jardim São João), com investimento que amplia a capacidade produtiva. Newton Coelho, diretor de negócios da empresa, informa que o equipamento chega ao Brasil no próximo mês, com montagem prevista para seis meses e início da operação no primeiro semestre de 2027. A Santista Têxtil desativou as áreas de tingimento e fiação da unidade de Tatuí, concentrando essas operações na fábrica de Americana. Com a reativação do tingimento em Tatuí, a empresa passa a contar com duas linhas de tingimento. (Com informações de Jussara Maturo e foto da campanha de moda para o verão de 2028 – Divulgação).
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MBRF APROVA ACORDO COLETIVO – Dia 14 de setembro, o Sindicato dos Alimentos (Sindialimento), após realizar assembleia com os trabalhadores da MBRF, na Rodovia Mário Batista Mori, em Tatuí, consolidou conquistas econômicas e sociais. O acordo garante reajuste salarial de 4,33% e estabelece piso normativo de R$ 2.208,46 para os trabalhadores. O vale alimentação passa de R$ 400,00 até dezembro e sobe para R$ 410,00, a partir de janeiro de 2027. O acordo foi anunciado dia 22 de setembro pela Radio Peão Brasil.
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SESI TATUÍ APRESENTA “O TESOURO DE CASCUDO”
Neste sábado (26), 16 horas, a Cia. Contos da Mala apresenta a peça “O Tesouro do Cascudo”, no ginásio de esportes do Cat Sesi Tatuí. Inspirado na trajetória e no legado do folclorista potiguar Câmara Cascudo, o espetáculo acompanha os marinheiros Troça e Cochicho, que embarcam em uma jornada em busca de um grande tesouro. O espetáculo é gratuito e os interessados podem assistir na Avenida Jornalista Júlio de Mesquita, s/nº – Portão 3 – Dr. Laurindo (Foto: Eduardo Petrini).
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PROVA AVALIA APRENDIZADO NO TERCEIRO BIMESTRE NO ESTADO
A aplicação da Prova Paulista do 3º bimestre acontece nesta semana, entre terça-feira (22) e sexta (25), nas mais de 5.000 escolas da rede estadual. Em todo o estado de São Paulo, 2,5 milhões de alunos do 4º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio devem fazer a avaliação promovida pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). Na região de Sorocaba, 190,6 mil alunos de 416 escolas devem fazer a avaliação (Foto: Divulgação).
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ESTELIONATO – Dia 16 de setembro, um rapaz de 19 anos compareceu no plantão policial e registrou queixa de estelionato na Delegacia de Polícia de Tatuí. Segundo consta, ele recebeu uma mensagem pelo WhatsApp. O farsante, passando-se por funcionário de um banco, conseguiu enganá-lo e retirar R$ 1.030,00 da sua conta bancária, com transferências via chave Pix.
FURTO DE CABOS – Dia 16 de setembro, o representante de uma empresa na Avenida Virginio Montezzo Filho, em Tatuí, registrou furto de cabos do sistema altovoltaico. O prejuízo é estimado em R$ 20 mil. Com o furto dos fios das placas solares, o sistema ficou inoperante e causou prejuízo de R$ 1 mil por dia, pela falta de energia.
DETIDOS EM FLAGRANTE – Dia 16 de setembro, dois indivíduos foram detidos pela Guarda Municipal, pela prática de furto de fios no hangar 8, do Aeródromo Municipal de Tatuí. Na noite anterior, a dupla foi reconhecida por imagens de câmera de segurança, ao praticar furto de fios, em um estabelecimento de ensino de Tatuí. A autoridade policial de plantão determinou a lavratura de prisão preventiva, pelos antecedentes policiais dos envolvidos.
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| A CRISE NO STF ENTRA NA URNA |
| O Supremo Tribunal Federal não disputa eleições, mas a crise que se instalou em seu interior já entrou na campanha. A sessão extraordinária de 15 de setembro mostrou ministros divididos, acusações recíprocas e divergências sobre como examinar as suspeitas surgidas no caso Banco Master. O plenário terminou sem decidir se Alexandre de Moraes será investigado. A poucos dias do primeiro turno, a imagem de uma Corte incapaz de resolver seu próprio impasse passa a acompanhar o eleitor. O tribunal discutia um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente dirigidas a Moraes. O ministro nega irregularidades e contesta a validade do documento. A Procuradoria-Geral da República pediu sua anulação. Também há questionamentos à atuação de André Mendonça na investigação. Suspeitas exigem apuração; não constituem prova de culpa. Essa distinção, essencial para a Justiça, tende a desaparecer no calor da campanha. Antes de chegar ao mérito, os ministros se dividiram sobre o procedimento. Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a análise separada dos casos de Moraes e Mendonça. Gilmar Mendes, Moraes e Cristiano Zanin apoiaram o julgamento conjunto. O placar provisório ficou em quatro a três. Flávio Dino pediu vista, interrompendo a votação. Dias Toffoli declarou-se suspeito, e Kassio Nunes Marques, impedido. A discussão sobre Mendonça está prevista para 23 de setembro; a questão submetida à vista permanece sem decisão final. O plenário expôs, assim, dois conflitos: o das suspeitas e o das regras para examiná-las. Houve críticas à condução dos processos e acusações diretas entre colegas. Carmen Lúcia pediu desculpas à população pela intranquilidade produzida pela crise. Sua manifestação reconhece um dano que não depende do desfecho das investigações: quem procura no Supremo uma referência de serenidade viu um tribunal em confronto público. O primeiro impacto eleitoral é sobre a confiança nas instituições. Pesquisa Datafolha realizada entre 8 e 10 de setembro mostrou que 71% consideram o STF essencial para a democracia, enquanto 76% atribuem poderes excessivos a seus ministros e 77% acreditam que a população confia menos na Corte hoje do que no passado. O eleitor parece formular uma exigência: preservar o Supremo como instituição e cobrar limites, transparência e responsabilidade de seus integrantes. A repercussão direta sobre o voto presidencial, até agora, é restrita. No mesmo levantamento, 85% disseram que as revelações envolvendo Moraes não mudaram nem deverão mudar sua escolha; 7% passaram a ter dúvidas e 4% afirmaram ter trocado de candidato. Quanto às suspeitas relativas a Mendonça, 86% não alteraram a preferência, 7% ficaram em dúvida e 2% disseram ter mudado o voto. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios. Foi concluída antes da sessão do plenário e, portanto, não mede a reação ao que ocorreu em 15 de setembro. Seria precipitado concluir que a crise não terá efeito eleitoral. A dúvida declarada por uma parcela dos entrevistados indica um espaço de disputa em uma eleição apertada. E o voto raramente muda por um único episódio. Novos fatos podem reforçar percepções anteriores sobre favorecimento, abuso de poder e desigualdade perante a lei. A crise funciona como amplificador de sentimentos já existentes. Pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro mostrou Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 40% numa simulação de segundo turno, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. No primeiro turno, Lula aparecia com 36% e Flávio com 31%. O levantamento não permite atribuir esses números ao caso Master. Permite afirmar que a turbulência no STF ocorre quando a disputa presidencial está sensível a pequenos deslocamentos. A oposição tentará vincular o desgaste da Corte ao governo Lula e apresentar-se como defensora de uma limpeza institucional. O governismo argumentará que as relações investigadas atravessam diferentes campos políticos e que parte da oposição pretende usar a crise para enfraquecer o Supremo. O plenário forneceu imagens e falas para ambas as narrativas. A batalha eleitoral simplificará fatos que o processo judicial ainda precisa esclarecer. O efeito mais visível poderá aparecer na disputa pelo Senado. Em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa. Pelo artigo 52 da Constituição, compete aos senadores processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Candidatos poderão defender investigações, mudanças nas regras da Corte ou o afastamento de ministros. O voto para senador, muitas vezes menos acompanhado que o presidencial, ganhará o peso de uma escolha sobre a fiscalização do Judiciário. Há também um risco para a aceitação dos resultados eleitorais. O STF e o Tribunal Superior Eleitoral participam da solução dos conflitos que cercam uma eleição. Se a confiança nos julgadores diminuir, decisões tomadas durante ou depois da votação poderão ser apresentadas como interferência política. Nas redes sociais, documentos autênticos, interpretações apressadas e falsidades circularão lado a lado. A polarização tentará impor ao eleitor uma escolha entre a impunidade e o ataque ao Supremo, quando é possível defender a instituição e exigir apuração rigorosa da conduta de seus membros. A resposta necessária começa pelo devido processo: acesso às informações juridicamente disponíveis, exame das provas, respeito à defesa e atenção aos conflitos de interesses. A sessão de 15 de setembro mostrou a dificuldade de alcançar esse caminho, mas também sua urgência. O STF não preservará a própria autoridade deixando dúvidas sem resposta. A crise talvez não mude imediatamente o voto da maioria. Já alterou, porém, o ambiente da eleição e valorizou a disputa pelo Senado. O Supremo não estará impresso na urna eletrônica. Sua credibilidade, depois do que se viu no plenário, acompanhará o eleitor até a cabine de votação. |
| Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político |
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LARANJAL PAULISTA – Dia 19 de setembro, atletas da Contra Tempo Running participaram da corrida 2ª LSC Night Run. Quedima, André e Ana Lúcia participaram da a prova de 5 kms. Ana Lúcia Fernandes foi a primeira colocada na categoria 55 a 59 anos. André Campolim foi vice-campeão geral da prova.
SÃO MIGUEL ARCANJO – Dia 20 de setembro, os desafios foram na 2ª Corrida de Rua do Santuário São Miguel Arcanjo. Na prova de 5 kms, Luciana Ribeiro conquistou o 3º lugar na classificação geral feminina.
BOITUVA – Dia 20 de setembro, a equipe participou da Corrida Turística de Boituva. Felipe Augusto foi o campeão da prova de 5 Kms. E Rodrigo Massarani, terceiro colocado na categoria 40 a 49 anos.
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TJSP MANTÉM CONDENAÇÃO DE PROFESSORA POR TORTURA
A 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 15ª Vara Criminal da Barra Funda que condenou professora por tortura de crianças em um colégio de Itaquera, na Capital. A pena foi redimensionada pelo colegiado para cinco anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto, por conta de adequação na pena-base.
Segundo os autos, entre agosto de 2022 e fevereiro de 2023, a mulher submeteu 13 alunos, com idades entre dois e três anos, a agressões físicas e verbais durante o horário escolar. Imagens de câmeras de segurança mostraram as vítimas sendo arrastadas pelos braços, levantadas pelas roupas e arremessadas no chão ou sobre colchonetes. A acusada também teria dado tapas e beliscões, feito ameaças e privado as crianças de alimentação. Familiares relataram que os filhos passaram a apresentar dificuldades de dormir, tinham pesadelos, hematomas, agressividade e medo de frequentar a escola. Uma das vítimas se encolhia ao ver chinelos e repetia durante o sono frases como “vou dar com a havaiana na sua cara” e “engole o choro”. Após receber reclamações dos pais, a diretora consultou as gravações, demitiu a funcionária por justa causa e comunicou os fatos à polícia.
A defesa alegou possível manipulação das imagens e sobrecarga de trabalho, mas os argumentos foram rejeitados pelo colegiado. Para o relator do recurso, desembargador Xisto Rangel, o material foi submetido à análise pericial, apresenta coerência interna, tem correspondência com a prova oral produzida e não revela qualquer indício de edição fraudulenta. “A alegação de sobrecarga operacional, longe de explicar os fatos, evidencia que a acusada tinha plena consciência do contexto em que atuava e, justamente por isso, deveria adotar comportamento ainda mais cauteloso e diligente, sendo absolutamente incompatível com tal cenário a adoção de métodos baseados em manipulação física violenta, como arrastar crianças pelo braço, levantá-las pela vestimenta ou projetá-las sobre colchonetes, condutas que não se confundem com simples condução ou contenção necessárias à rotina escolar”, escreveu.
Na análise da dosimetria da pena aplicada em 1º Grau, Xisto Rangel observou que a pena-base foi fixada em 1/2 acima do mínimo legal pelas circunstâncias e consequências do crime. “A fundamentação adotada pelo juízo de origem revela-se genérica em certa medida, pois faz referência ao sofrimento suportado pelas vítimas, circunstância que, em alguma extensão, já se encontra contemplada no próprio tipo penal de tortura, o qual pressupõe a submissão do ofendido a intenso sofrimento físico ou mental. No entanto, não se pode desconsiderar que a sentença também destacou o abalo experimentado pelas mães das crianças, o qual se manifestou de maneira particularmente intensa no caso (…), justificando a exasperação da pena-base. Diante desse cenário, mostra-se mais adequado o redimensionamento da fração de aumento para 1/6, mantendo-se a pena-base acima do mínimo legal, porém em patamar mais consentâneo com a fundamentação apresentada.”
Participaram do julgamento, de votação unânime, os desembargadores Rodrigues Torres e André Carvalho e Silva de Almeida. Apelação nº 1507787-50.2023.8.26.0050 (TJSP – 21/9/2026).
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