Postagem 5/11/2026 – 8h00
EQUIPE DO SESI DE TATUÍ CAMPEÃ DE ROBÓTICA NO CANADÁ
A equipe Armadillos, da Escola SESI de Tatuí, conquistou o primeiro lugar no nível Ensino Médio da categoria OnStage na RoboCupJunior Americas Super Regional 2026. A competição foi realizada entre os dias 23 e 25 de outubro, na Sheridan College, em Brampton, no Canadá. A direção do Sesi afirma que “o resultado consagra o desempenho dos estudantes em uma importante competição internacional de robótica educacional e destaca o talento, a criatividade e a dedicação dos jovens brasileiros”. Representando o Brasil e Tatuí, os integrantes da equipe apresentaram o projeto Smile Trip, uma performance que integra robótica, inteligência artificial, programação, recursos multimídia e expressão artística para transmitir uma mensagem sobre a importância dos sorrisos e das conexões humanas. (Foto da equipe de Tatuí).
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PREVENÇÃO DE DOENÇAS – Neste sábado (7), das 9 às 13 horas, a Prefeitura de Tatuí atende moradores na Estratégia Saúde da Família (ESF) “Adriana Mesquita Tibellio Mota”, na Rua João Ferraz Fiuza, s/nº, no bairro Jardins de Tatuí. Entre os procedimentos oferecidos estão avaliação bucal, aferição da pressão arterial, exame de Papanicolau, testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, eletrocardiograma (ECG), encaminhamento para mamografia, vacinação contra a gripe, aferição de glicemia capilar e pesagem. Também haverá atualização do Cadastro Único (CadÚnico), vacinação de cães e gatos e atividade com educador físico.
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CURSO DO SEBRAE – Dia 24 de novembro, das 18 às 22 horas, o Sebrae de Tatuí realiza oficina presencial gratuita “Faça Seus Clientes se Tornarem Fãs de Sua Empresa”. O curso será ministrado no Sindicato Rural Patronal de Tatuí, Rua 11 de Agosto, 1.375. As inscrições podem ser realizadas no link https://shre.ink/h7Fk. Mais informações no Sebrae de Tatuí, das 10 às 12 horas e das 13 às 16 horas pelo WhatsApp (15) 3305-4832 ou Praça Martinho Guedes, 12 (Alvorada Clube). Foto: Prefeitura de Tatuí.
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RADARES NA SP-141 – Dia 4 de novembro, o Ipem/SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) verificou os radares na rodovia SP-141, km 24, em Tatuí. Esse trecho fica antes do Parque Residencial Colina das Estrelas, entre Tatuí e Capela do Alto.
Verdadeiros “caça-níqueis” – Os radares instalados na Rodovia Senador Laurindo Minhoto, entre Capela do Alto e a Rodovia Raposo Tavares, podem ser vistos como verdadeiros “caça-níqueis”, embora considerem que são para melhorar a segurança do tráfego. Em Capela do Alto têm radares para entrar e sair da cidade. Parecem dois “sentinelas” guardando a rodovia. E próximo à Raposo Tavares, se não estiver atento, em uma rodovia que a velocidade predomina 80 KM/H, o motorista vai ser surpreendido com uma redução brusca de velocidade para 60 KM/H. (Foto ilustrativa)
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PROGRAMAS SOCIAIS DO LULA3 – Neste sábado (7), das 9 às 14 horas, na Praça da Matriz, a Prefeitura de Tatuí registra e atualiza informações das pessoas do Cadastro Único (CadÚnico), do Governo Federal. A municipalidade informa que manter os dados atualizados é fundamental para a permanência ou a inclusão das famílias em benefícios federais, estaduais e municipais, como o Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia Elétrica, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a ID Jovem, entre outros. Alterações de endereço, renda ou composição familiar, como nascimento ou falecimento de algum integrante, devem ser informadas. Também precisam procurar o serviço as famílias que não revisam seus dados há mais de dois anos. Foto: PM Tatuí.
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KARATECAS VENDEM MARMITAS PARA PARTICIPAR DE CAMPEONATO EM TATUÍ
Em Campo Grande, atletas de karatê vendem marmitas para arrecadar dinheiro para participar do Campeonato Brasileiro, previsto para ser realizado em Tatuí. A ação entre amigos pretende transformar a solidariedade em incentivo ao esporte. Karatecas promovem neste sábado (7), naquela cidade, a venda de marmitas de bobó de galinha para arrecadar dinheiro e custear despesas para exames de graduação e competições fora de Mato Grosso do Sul. Na foto, atletas que se preparam para ´participar do Campeonato Brasileiro.
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23/10 – Kaique dos Santos Dias, 25 anos
17/10 – Silvia Levy, 72 anos
26/10 – José Prado, 74 anos
21/10 – Elzita Augusta da Silva, 70 anos
28/10 – Samuel Luiz da Silva Vaz, 48 anos
27/10 – Getulio da Silva Rosa, 77 anos
18/10 – Otavio Augusto de Oliveira, 18 anos
18/10 – Helenice da Silva Guedes, 73 anos
23/10 – Adriano Oliveira da Rosa, 48 anos
27/10 – Jorge de Freitas, 66 anos
29/10 – Gustavo Henrique Mota Barbosa, 26 anos
29/10 – Joel Francisco, 81 anos
23/10 – Iracema Fonseca Alves, 75 anos
26/10 – Renata Ghilardi Evangelista de Pontes, 55 anos
31/10 – Clovis Villena, 81 anos
01/11 – Elza Carvalho Vieira, 63 anos
26/10 – Maria Angela Dias Dinis, 62 anos
02/11 Adelino Dias Bicudo Filho, 72 anos
02/11 – Luiz Cássio Pereira Ribeiro, 63 anos
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| A AMÉRICA LATINA PARTIDA AO MEIO América Latina transformou-se em um imenso tabuleiro ideológico, no qual as peças se distribuem entre os campos da esquerda e da direita. O centro político, que durante décadas abrigou partidos moderados, coalizões pragmáticas e projetos de conciliação, perde espaço diante da radicalização dos discursos. Com diferenças de intensidade e peculiaridades nacionais, o continente parece caminhar sobre uma corda esticada entre dois polos. O equilíbrio tornou-se exceção. A confrontação, regra. Suriname, Belize e República Dominicana podem ser ainda apontados como exemplos de sistemas políticos em que sobrevivem espaços de maior pragmatismo centrista. Mesmo nesses países, porém, as classificações ideológicas exigem cautela. No restante da região, a disputa entre forças de esquerda e direita ocupa o centro da cena, embora nem todos os governos possam ser acomodados rigorosamente nessas duas gavetas. O fenômeno não nasceu ontem. Suas raízes mergulham na história de uma região marcada por desigualdades sociais, concentração de renda, instabilidade institucional, autoritarismo e promessas de redenção popular. Durante o século XX, a América Latina experimentou ditaduras militares, revoluções socialistas, experiências nacionalistas, governos liberais e movimentos populistas. Mudaram os protagonistas, mas permaneceu a dificuldade de construir consensos duradouros. A chamada onda rosa, que ganhou força no início deste século, levou ao poder lideranças identificadas com a esquerda. Hugo Chávez, na Venezuela, Lula, no Brasil, Néstor Kirchner, na Argentina, Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador, representaram, com estilos distintos, a ascensão de projetos que prometiam reduzir desigualdades e ampliar a presença do Estado. A maré avançou sobre um continente cansado das crises econômicas e das receitas de austeridade. O movimento encontrou resistência. A direita reorganizou suas forças, incorporou novas bandeiras e passou a disputar o eleitorado com uma linguagem mais agressiva. Segurança pública, combate à corrupção, valores conservadores, liberdade econômica e rejeição às elites políticas tradicionais tornaram-se instrumentos de mobilização. O liberalismo econômico passou a conviver, em determinados governos, com o conservadorismo cultural e o personalismo político. A Argentina de Javier Milei tornou-se símbolo dessa reação. Seu discurso contra a classe política tradicional e a intervenção estatal encontrou ressonância numa sociedade castigada pela inflação e pela perda de poder aquisitivo. Em El Salvador, Nayib Bukele construiu sua popularidade sobre a promessa de segurança, acompanhada de severos questionamentos sobre garantias democráticas. São experiências diferentes, mas reveladoras da força de lideranças que desafiam os padrões tradicionais da representação. Do outro lado, México, Colômbia e Uruguai ilustram a presença de projetos de esquerda com histórias e características próprias. Cuba e Nicarágua, por sua vez, demonstram como a permanência de regimes autoritários não pode ser confundida com a competição democrática entre correntes ideológicas. A distinção é fundamental: esquerda e direita são categorias políticas; democracia e autoritarismo dizem respeito à natureza do exercício do poder. O Brasil ocupa posição singular nesse cenário. Maior país da região, reúne desigualdades profundas, forte diversidade territorial e um eleitorado dividido por valores, expectativas econômicas e identidades políticas. A polarização, como vimos nessa última eleição, transformou o pleito em confrontos emocionais. O adversário deixou de ser apenas concorrente para assumir, na retórica dos extremos, a figura de ameaça à pátria, à família, à liberdade ou à justiça social. É nesse ambiente que prospera o populismo, fenômeno que não pertence exclusivamente a uma das margens ideológicas. Há populismos de esquerda e de direita. Ambos podem recorrer à mesma gramática: o povo contra as elites, os virtuosos contra os corruptos, os patriotas contra os inimigos. A simplificação substitui a complexidade. O líder apresenta-se como intérprete exclusivo da vontade popular e promete soluções imediatas para problemas estruturais. As redes sociais – como vimos com o “Exército de Lula” e a “Tropa de Flávio” – acrescentaram combustível à fogueira. Seus mecanismos de circulação e recompensa da atenção favorecem mensagens emocionais, frases contundentes, ataques pessoais e conteúdos capazes de provocar indignação. O debate público converte-se frequentemente em espetáculo. Em vez de programas de governo, prevalecem palavras de ordem e ataques pessoais, em lugar de argumentos, insultos. A política perde substância e ganha decibéis. Há, contudo, uma questão que atravessa todas as fronteiras ideológicas: o bolso do cidadão. A inflação, o emprego, a renda, a alimentação e o custo da moradia continuam a influenciar decisivamente o comportamento eleitoral. O eleitor pode identificar-se com uma corrente política, mas costuma cobrar resultados concretos. Quando as promessas não chegam à mesa da família, cresce a disposição para experimentar alternativas. A alternância de governos na América Latina revela, portanto, não apenas uma guerra de ideologias, mas também um ciclo de frustrações. A esquerda promete inclusão e justiça social. A direita oferece eficiência econômica, segurança e ordem. Ambas enfrentam a distância entre a retórica eleitoral e a capacidade administrativa. Quando fracassam, alimentam a ascensão de seus adversários. O enfraquecimento do centro constitui uma das consequências mais preocupantes desse processo. A moderação passou a ser confundida com fraqueza. A negociação, com rendição. O compromisso, com oportunismo. Entretanto, nenhuma democracia pluralista sobrevive sem diálogo, respeito às diferenças e instituições capazes de limitar os impulsos dos governantes. Convém lembrar que a América Latina não é um bloco homogêneo. Existem governos de coalizão, partidos híbridos, lideranças personalistas e sistemas eleitorais muito distintos. Reduzir toda essa diversidade a um mapa pintado de vermelho e azul seria trocar a análise política pela caricatura. A polarização é uma tendência poderosa, mas não uma sentença geográfica. O grande desafio latino-americano não consiste em eliminar a esquerda ou a direita. Ambas são expressões legítimas do pluralismo democrático quando respeitam as regras constitucionais. O desafio é impedir que suas divergências destruam as pontes necessárias à convivência nacional. Entre os Andes e o Atlântico, entre o Caribe e a Patagônia, o continente continua procurando um caminho para superar suas antigas desigualdades e suas novas intolerâncias. O problema não está na existência de dois lados. Está na incapacidade de reconhecer que, entre eles, existe uma sociedade inteira. A América Latina não precisa pensar com uma só cabeça. Precisa aprender a viver sem transformar cada diferença em uma guerra. Afinal, quando a política divide um povo em duas metades irreconciliáveis, quem corre o risco de desaparecer não é a esquerda nem a direita. É a própria ideia de nação.Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<< |







