CAPELA DO SÃO JOÃO DO BENFICA (1976)
Foto: José Celso Modena (Publicada no Jornal Integração)
Na terça-feira (11), 8h30, como já faz parte da tradição, um desfile cívico na Rua 11 de Agosto, comemora os 200 anos de emancipação política de Tatuí. Participam as escolas, clubes de serviço, organizações esportivas, empresas, órgãos responsáveis pela segurança e os cavaleiros e amazonas.
Desde 24 de dezembro de 1975, o Jornal Integração fez a cobertura jornalística dos desfiles cívicos, a partir dessa data até 2025, e registrou nas páginas impressas, os temas organizados pelo setor de civismo e cultura do município.
Na edição número 17, dia 11 de agosto de 1976, data do Sesquicentenário de Tatuí, na primeira página, foi estampada uma foto do fotógrafo José Celso Módena, de saudosa memória (página anexa). A edição foi impressa em duas cores, recurso gráfico limitado e permitido há 50 anos. Em um conteúdo, em 24 páginas, foi revelada a verdadeira história do município de Tatuí. Um trabalho de pesquisa elaborado pelos professores Roberto Nunes Bassoi, Cornélio José Pilon, Oscar Augusto Hoffmann e jornalista José Reiner Fernandes (editor). Para popularizar a história da cidade, foram impressos 10 mil exemplares, tiragem incomum para a época, distribuídos em todas as casas da cidade.
Na edição anterior à do aniversário, foi anunciada uma das principais atrações culturais da festividade do Sesquicentenário (150 anos de fundação). Com o título “Tatuí vive uma tragédia grega”, o jornal destaca a peça “Antígona”, de Sófocles, encenada pelo grupo de teatro no Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”. O diretor de teatro Moisés Miastkwoski e sua assistente Ana Luiza de Barros Costa, ensaiaram os atores Maria Lúcia Marques (Antígona), Luiz Duarte Azevedo (Creonte), Wilson Duarte Azevedo (Hermon), José Eduardo Urso (Tirésias), Geraldo Machado Pereira (Corifeu), Ana Luiza de Barros Costa (Ismênia) e Luiz Guilherme A. da Cruz (Guarda). E no Coro: Débora A. Marx Luz, Maiza Aparecida L. Lourenço, Terezinha de Oliveira Pinto, Regina Aparecida C. Soares, Carlos Eduardo Martins, Margarida Conceição Soares, Eloá Gomes Protta, Donizete Aparecido L. de Camargo, Maria Cristina de Barros Costa, Márcio Gomes da Silva, Carlos João Romagnolo, Mara Gomes Protta e Vera Gomes Protta. Cantor: Roberto Rosendo. Antes de ir ao palco do teatro do Conservatório, a peça foi apresentada para a Censura Visual da Polícia Federal (Ditadura Militar).
Um clássico – A peça Antígona, de Sófocles, é um clássico do teatro grego, encenado por alunos do Conservatório, há cinquenta anos. Desde essa época, o então diretor José Coelho de Almeida, se preocupava em colocar a escola em um patamar cultural elevadíssimo. Para se ter uma ideia do nível cultural, em mês de julho de 2026, o melhor filme em cartaz em São Paulo é a saga “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan. Uma adaptação do clássico de Homero e narra o guerreiro Odisseu em sua jornada de volta para casa, após a Guerra de Troia.
Por essa simples comparação, nota-se que o nível cultural do Conservatório de Tatuí sempre foi invejável. Por esta razão, a sua direção deve ser sempre exercida por pessoas competentes. E que se preocupem em manter seu nível de ensino no mais alto padrão, como ambém sucedeu com a administração artística do maestro Antonio Carlos Neves Campos, por um período de 24 anos da história do Conservatório.
Reminiscências – Dia 11 de agosto de 1976, o Jornal Integração circulava há apenas oito meses. E foi uma publicação periódica impressa, aberta em Tatuí e destinada a circular por muitos anos no município, com jornalismo profissional sério e em defesa dos interesses da comunidade. Durante 49 anos e um mês de circulação, o jornal nunca transigiu em desafiar quem tentou calar sua linha editorial. Desde o lançamento, sempre foi prestigiado por milhares de assinantes e pelo mercado de anúncios de Tatuí. Na edição do Sesquicentário, patrocinaram os 10 mil exemplares históricos as empresas: Agrosim, Colchoaria Tatuiense, Casas Pernambucanas, Unibanco, Loja Celina, Laticínios Lorenzetti, Casa Paulus, Organização de Ensino Tatuiense, Fundação Karnig Bazarian (FKB), Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Tatuí, Escritório Santa Cruz, Gaplan Veículos (Concessionária Volkswagen), JAN Fertilizantes, Embraco, Ótica e Casa Peixoto, Peg-Pag Poles e Saraiva (supermercado), Centro Médico Policlínicas (Cemed), Câmara Municipal de Tatuí (presidente Guido Rubens Orsi), Big Birds (Alberto Zuzzi), Milho Industrial S/A, Prefeitura Municipal de Tatuí e Objetivo (dr. João Carlos Di Gênio) e tantos outros anunciantes fixos.
A edição impressa deixou de circular. Mas, o Jornal Integração “ainda está aqui”. De forma on-line, as informações produzidas pelo seu editor, podem ser acessadas, gratuitamente, no site http://www.jornalintegracao.com.br.
Edição com informações das festividades dos 150 anos do aniversário de Tatuí.
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TATUÍ 200 ANOS
A história não contada: o papel decisivo
de Tatuí na industrialização de São Paulo
Eduardo Guedes Caetano (*)
Em apenas 42 anos, Tatuí multiplicou por oito a sua população: de apenas 3.200 habitantes em 1844 (a maior parte rural) para 24.936 habitantes em 1886 — mais da metade da população da capital paulista na época. Tornou-se a quinta cidade mais populosa do Estado, superando Sorocaba, Santos, Ribeirão Preto e São José dos Campos.
O que provocou esse crescimento extraordinário? O “ouro branco”, sua industrialização, muita inovação, muito talento humano.
A resposta começa na Fazenda Pederneiras, parte da qual é ocupada até hoje pela pista de testes da Ford, em Tatuí. Foi ali que o jovem Martinho Guedes Pinto de Mello (1827-1872), que veio da região do Porto para Campinas, e sua esposa Maria Alves de Almeida Lima (1823-1880), filha do guarda-mor Manoel Alves de Almeida Lima e de Maria Theresa Dias de Toledo (famílias de Porto Feliz com fazenda em Capivari), introduziram o plantio racional do algodão herbáceo — o famoso “ouro branco” — a partir de sementes e tecnologias importadas dos Estados Unidos no início da Guerra Civil Americana. Martinho distribuía as sementes aos agricultores da região, orientava o cultivo e depois comprava e beneficiava a produção, num sistema que lembrava as cooperativas de hoje. O resultado foi uma explosão de produtividade. Em 1921, uma missão britânica que percorreu todo o Brasil ainda apontava a Fazenda Pederneiras como a de maior rendimento de algodão do país.
Martinho sonhava em dar o passo seguinte: industrializar a produção. Não chegou a ver o sonho realizado. Morreu jovem, em janeiro de 1872, vítima de tifo.
Quando os produtores americanos voltaram ao mercado, o preço do algodão despencou. Como demonstra a historiadora econômica Alice Piffer Canabrava em seu clássico estudo O Desenvolvimento da Cultura do Algodão na Província de São Paulo (1861-1875), o preço, que havia saltado de cerca de 6 para 24 réis no início da Guerra Civil Americana, retornou a patamares próximos de 6 réis por volta de 1870-1871. O resultado foi uma verdadeira quebradeira entre os fazendeiros de São Paulo. Muitos que haviam entrado no negócio durante a euforia dos altos preços enfrentaram sérias dificuldades financeiras.
Maria Alves de Almeida Lima (1823-1880) e seu filho Manoel Guedes Pinto de Mello (1853-1927), no entanto, não apenas escaparam da crise graças à excepcional produtividade da Fazenda Pederneiras, como conseguiram reunir capital suficiente para construir uma fábrica pioneira — e isso numa cidade que ainda não tinha ferrovia para trazer as pesadas máquinas.
Em 1881, Manoel fundou a Fábrica de Fiação e Tecidos São Martinho. O projeto ousado se transformou, em poucos anos, num dos mais importantes complexos industriais do Brasil da época. Em 1913, segundo publicação inglesa contemporânea, a fábrica contava com 327 teares, produzia mais de 4,5 milhões de metros de tecidos por ano e empregava 450 pessoas — quase todas do município. O algodão era 100% local. A fábrica era toda iluminada por energia elétrica gerada em usina de propriedade de Manoel, que também eletrificou a cidade (a luz chegou a Tatuí em 1º de janeiro de 1911). Foi pioneiro não só em Tatuí, mas também na eletrificação de algumas cidades do Vale do Paraíba.
Além da tecelagem, o complexo incluía olaria, fábrica de correias, sabão, óleo e serraria. Mais importante: oferecia assistência médica e farmacêutica gratuita aos operários e suas famílias.
A São Martinho deu ainda outro presente a São Paulo. O grande sanitarista e patrono da saúde pública do Estado, Dr. Emílio Ribas, utilizou os conhecimentos adquiridos como médico da Fábrica e da Beneficência quando, em 1896-1898, salvou Campinas da destruição quase total provocada pela febre amarela (cerca de 70% da população abandonou a cidade). Manoel Guedes chegou a estudar Medicina no Rio de Janeiro, mas teve de interromper os estudos após a morte do pai. Não se formou médico, porém trouxe para Tatuí o jovem profissional que logo se tornaria um dos maiores nomes da saúde pública brasileira.
Manoel Guedes foi reconhecido por editores ingleses de 1913 e por Humberto Bastos, em sua obra O Pensamento Industrial no Brasil (1952), como um dos doze grandes próceres da Indústria e das Finanças de São Paulo, ao lado de nomes como Francisco Matarazzo e Crespi.
A Fábrica São Martinho não foi apenas um marco na história de Tatuí. Foi pioneira na industrialização brasileira e um exemplo precoce de verticalização da produção — do algodão cultivado na região até o tecido acabado — em pleno século XIX.
Parcialmente tombado, o conjunto formado pela fábrica, o palacete e a vila operária estão localizados a apenas 400 metros da Praça da Matriz. Enquanto o patrimônio industrial do início do século XX é relativamente comum em São Paulo, complexos completos do século XIX, como a São Martinho, são extremamente raros. É um dos mais valiosos exemplos de patrimônio industrial do século XIX ainda existentes no Estado.
Nos 200 anos de Tatuí, essa página de pioneirismo agrícola, industrial e social merece ser mais conhecida e valorizada. É parte essencial da identidade da cidade e também um capítulo relevante da história da industrialização brasileira. Um legado que continua de pé, esperando ser redescoberto. Tradição que pode ajudar a Tatuí do futuro.
Autor:- Eduardo Guedes Caetano (*)– É descendente de Manoel Guedes, cursou engenharia de produção (Poli-USP), Direito (Cidade, RJ) e mestrado em administração (FGV-Eaesp e Stern/New York University).
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Foto: Karina Setani
CÂMARA MUNICIPAL TRANSFERE SESSÃO ORDINÁRIA
A Câmara Municipal de Tatuí transferiu sua sessão ordinária semanal para quarta-feira (12), 19 horas, por emendar o feriado prolongado até esta terça-feira (11), feriado municipal pelo aniversário da cidade. Neste dia (11 de agosto), as atividades paralisam e não funcionam bancos, comércio, escolas públicas e outras atividades.
Programe-se no dia 11 de agosto – A Câmara Municipal e a Prefeitura paralisaram suas atividades na segunda-feira (10), considerado dia útil. De acordo com decreto municipal, “os serviços essenciais ou de caráter operacional funcionam normalmente feriado prolongado. Guarda Civil Municipal, Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), coleta de lixo, varrição de ruas, Departamento de Mobilidade Urbana (agentes de trânsito), Vigilância Patrimonial (vigias); Departamento de Fiscalização (fiscais), cemitérios públicos e velório municipal.
Tatuianos aproveitam feriado – Os moradores de Tatuí, com o feriado prolongado, aproveitam a folga e seguem para compras e passeios nos shoppings de Sorocaba e região. É normal encontrar pessoas conhecidas nesses locais, que oferecem cinemas, restaurantes diferentes e outras atividades de lazer. Ao prolongar feriados em dias úteis, resulta em grave questão humanitária. Com o fechamento das escolas municipais, muitas crianças podem ficar sem merenda escolar nesse dia. Nas administrações do prefeito Joaquim Amado Veio Quevedo, as refeições eram preparadas por merendeiras. A Prefeitura dava livre acesso para crianças se servir da merenda.
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UNIVERSIDADES PÚBLICAS SE DESTACAM NA PISTA DA FORD BRASIL

No último fim de semana, na 22ª Competição Fórmula SAE Brasil, realizada no campo de provas da Ford Brasil, em Tatuí, universidades públicas brasileiras (paulistas) se destacaram no certame. No domingo (2), a “USP São Carlos” foi anunciada como vencedora na categoria de protótipos a combustão. O “Centro Universitário FEI” foi a primeira colocada na versão veículos elétricos. E o “Instituto Mauá de Tecnologia” foi campeã nos modelos de veículos movidos a hidrogênio, como célula combustível.
Segundo estatística, a montadora multinacional, pela primeira vez, em seus cinquenta anos de história em Tatuí, permitiu acesso de público ao evento. Além dos 1.300 alunos participantes, cerca de nove mil visitantes estiveram presentes no Centro de Desenvolvimento e Testes da Ford Brasil, em Tatuí (Rodovia SP-127, entre Tatuí e Itapetininga).
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VENDE-SE IMÓVEL EM TATUÍ
Rua São Bento, em frente ao antigo Fórum
(Pode ser residência ou escritório comercial. Local com grande movimento, estabelecimentos comerciais de fácil acesso, grande afluxo de pessoas no Velório Municipal e ótimos vizinhos).
VALTER TEIXEIRA – CRECI: 87.541-F – Cel: (15) 9.9787-2629 (corretor)
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FURTO EM RESIDÊNCIA – Dia 5 de agosto, o proprietário de uma casa na Rua Professor Brasil Santos, Vila Santa Adélia, em Tatuí, compareceu no plantão policial para registrar furto em sua residência. Ele informa que levaram toda a fiação elétrica, tomadas e interruptores, além do relógio medidor de energia, com os disjuntores..
ASSALTO – Dia 6 de agosto, 5h15, um trabalhador de 35 anos, foi assaltado na Rua Benedito Faustino da Rosa, no Jardim Atlanta, em Tatuí. Ele informa que se dirigia ao ponto de ônibus e foi surpreendido por dois assaltantes. A dupla exigiu sua carteira e celular. A vítima reagiu e foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com cortes de faca na cabeça. Os autores consumaram o roubo e fugiram do local do crime.
GOLPE – Dia 6 de agosto, um homem de 59 anos foi vítima de golpe ao tentar comprar um veículo em Ribeirão Preto. O comprador viu um anúncio da venda de um Yundai, publicado na internet. Como o veículo estava com 20% abaixo do preço de mercado, o comprador entendeu que fazia um bom negócio. Após enviar R$ 19.500,00 para a conta indicada pelo estelionatário, percebeu que foi vítima de um golpe.
FALSO LEILÃO – Dia 6 de agosto, um idoso de 63 anos, residente na Rua Dr. Ibrahim de Almeida Nobre, Jardim São Paulo, zona nobre de Tatuí, foi vítima do golpe do falso leilão. Ele conta que arrematou uma Van Iveco e enviou R$ 45.777,35. Após o pagamento, os estelionatários romperam o contato com a vítima. Na última edição, esta coluna publicou matéria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O texto instrui os leitores para evitar cair em fraudes como “falso leilão”.
FALSO ADVOGADO – Dia 5 de agosto, uma mulher de 46 anos, residente na Rua Domingos Barba, Vila Ezequiel, em Tatuí, foi mais uma vítima do golpe do “falso advogado”. Ela recebeu mensagem, via WhatsApp, com aparência de autenticidade. O texto relatava que havia ganho uma causa na justiça. A vítima acreditou e enviou um total de R$ 21.230,55, em transferências em contas diferentes, indicadas pelo estelionatário.
ESTELIONATO – Dia 6 de agosto, uma idosa, 63 anos, contou à polícia que foi vítima de golpe, ao atender ligação de um indivíduo. Ao imaginar que era sobre a permuta de uma casa, em uma causa judicial em andamento, foi lesada em R$ 4.250,00, enviado por aplicativo, e R$ 8.393,95, em compras em uma loja, com seu cartão virtual, utilizado pelo estelionatário
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DESMATAMENTO COM MENOR ÍNDICE EM DEZ ANOS
Dia 7 de agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em São José dos Campos (SP), comemorou parte da celebração dos 65 anos da instituição, criada em 3 de agosto de 1961. Com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, foram apresentados os dados do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), referentes ao período de agosto de 2025 a julho de 2026. Os dados estatísticos indicam redução da área sob alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
Na Amazônia, a área sob alertas foi de 2.874,38 km², o que representa uma redução de 36% em relação ao período anterior, o menor valor registrado na série histórica e um resultado 55,6% abaixo da média dos últimos dez anos (2015/2016 a 2024/2025). Já no Cerrado, a área sob alertas foi de 5.119,46 km², com redução de 7,8% em relação ao período anterior e o menor valor dos últimos cinco anos.

CONSULTE – Os dados e as apresentações técnicas do Deter e Prodes estão disponíveis na plataforma TerraBrasilis e nos canais oficiais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do INPE.
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TJSP MANTÉM CONDENAÇÃO POR MORTE DE PEIXES
A Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 1ª Vara de Porto Feliz que condenou autarquia de água e esgoto a indenizar dois criadores de peixes após rompimento de tubulação que causou morte dos animais. A reparação por danos morais foi majorada para R$ 40 mil, valor a ser dividido igualmente entre os autores.
Segundo os autos, o rompimento de um encanamento, de responsabilidade da requerida, fez com que o esgoto atingisse os tanques de água da propriedade dos autores, gerando poluição, mau cheiro e a morte de peixes que eram criados há 14 anos.
Ao majorar a indenização, o relator do recurso, desembargador Sidney Romano dos Reis considerou “a monta dos danos que tiveram com sua criação de longa data, o desgosto em presenciar tal perda, o mau cheiro e o risco à saúde”. “A condenação a danos morais possui dupla função: compensatória e desestimuladora, ou seja, reparar o dano para minimizar a dor da vítima e punir o ofensor, para que o fato não se repita. Desse modo, adequado arbitrar o valor da indenização devida pela autarquia-requerida, no total de R$ 40 mil”, afirmou o magistrado. Os desembargadores Silvia Meirelles e Alves Braga Junior completaram a turma de julgamento. A votação foi unânime. Apelação nº 1002040-77.2023.8.26.0471 (Informação do TJSP).
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