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Página 2 de 16 de Novembro de 2013

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CERTAMENTE UM NOVO MUNDO

Por JOSÉ RIGOLÃO

Devo lembrar que nosso encontro semanal acontece nas quintas-feiras, às 20 horas, no bar do Abud, na última mesa à esquerda. Encontro esse que traz nas costas o peso de uma tradição de décadas e que a poeira do tempo batizou de “berço da cultura”. Quem iniciou o papo foi o Chico: – Certamente vocês dirão que estou atropelando a lógica e estou com um pé no terreno da adivinhação! Mas, na verdade, vocês estão é com medo de encarar a consequência daquilo que já é realidade e está chegando…

O Zeca pisou fundo: – Para mim, Chico, você está lendo demais livros de ficção científica…

Chico: – E para mim, Zeca, o que você diz só confirma seu medo de encarar algo novo, que já bate às nossas portas.

Dr. Machado: – Acho que, para chegarmos a um lugar onde a lógica será respeitada, seria conveniente utilizar menos veemência e mais qualidade nos argumentos.

Como sempre, as ponderações do Machado são aceitas e mudam o clima dos debates.

Dr. Marcondes: – Concordo com o Machado e não há duvida que esses novos aviões não tripulados irão bagunçar nossas vidas. Nos jornais de hoje, a agência americana de aviação apresenta um plano para liberar aeronaves não tripuladas nos Estados Unidos. Vou ler a noticia: “a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), divulgou, na sexta-feira, um plano para regulamentar os veículos aéreos não tripulados, os chamados ‘drones’, até 2014, e seu uso comercial até 2015. No documento, que contém 66 páginas, a FAA estabelece medidas para uso desses aparelhos, militar e comercialmente, no espaço aéreo norte americano. Dentre as principais preocupações da agência, está a de criar uma maneira prática para que os drones não colidam com aeronaves de grande porte. E o presidente da FAA, Michael Huerta, disse que o uso de aeronaves não tripuladas oferece grandes oportunidades, mas também traz desafios”.

Zeca: – Caro Chico, depois de ouvir esse comunicado da FAA, retiro as minhas críticas, peço desculpas e passo a considerar minhas também as suas preocupações.

Dr. Machado, inconsolável: – Meus amigos, pensem por um momento. Para onde vai a nossa privacidade, que poderá ser vigiada a qualquer hora pelos tais aviões? Por outro lado, devo admitir que, dentro de alguns anos, estará resolvido o problema da mobilidade urbana em São Paulo. Voltaremos a ter um transito urbano civilizado, semelhante àquele de saudosa memória, lá pelos idos de 1950.

Chico: – Concordo com você, mas na realidade vamos trocar seis por meia dúzia. Passaremos a ter ruas que poderão ser usadas pelos automóveis com facilidade, mas um céu infestado por milhares de aviões. Era uma vez a beleza de nossas noites estreladas. Gostaria de estar vivo na época e ver essa nova paisagem.

Zeca: – Acho que os drones, em futuro próximo, terão a possibilidade de voar como os helicópteros atuais e poderão aterrissar em qualquer lugar. Logo os edifícios das grandes cidades serão usados para pouso deles. Para mim, substituirão os atuais “moto boys”. E não duvidem também que teremos táxis e até o “dronibus” para dez pessoas.

Chico: – Outra encrenca virá com as reações contrárias de empreiteiras e políticos. Lembre-se que não haverá mais obras de estradas, ruas, avenidas, etc…

Dr. Marcondes: – Minha dúvida é se as bruxas brasileiras aceitarão que suas vassouras sejam pintadas com tinta luminosa, a fim de facilitar a visão noturna dos drones. Elas certamente apelarão para sua tradição centenária e dirão que deve ser mantida a prioridade de voo que desfrutam desde sempre. Caso contrário, entrarão com recurso no STF, alegando direitos adquiridos e a garantia de voar com plena liberdade no Brasil. Coisas de um mundo novo, não acham?

DESTAQUES ECONÔMICOS

Por Antônio José Martins

APARTAMENTO “ESTILO TÓQUIO” CHEGA A SÃO PAULO – Com apenas 19 metros quadrados, imóveis que são tendência no Japão custarão R$ 266 mil. Nosso comentário: esperamos que essa metragem não seja parâmetro de custo para apartamentos maiores.

PETROBRÁS FECHARÁ 38 EMPRESAS NO EXTERIOR ATÉ 2015 – Para concentrar os investimentos no pré-sal. Atualmente, ela conta com 120 unidades em 17 países.

INADIMPLÊNCIA CAI E BRASILEIRO USA MAIS 13º PARA POUPAR – Nosso comentário: grande notícia!!! O endivida-mento excessivo só traz complicações financeiras ao orçamento doméstico.

CLUBES DE FUTEBOL TERÃO NOVA OPORTUNIDADE DE  QUITAR SUAS DÍVIDAS – Projeto de lei deverá ser votado até o fim do ano e, se aprovado, irá permitir que a dívida de R$ 4 bilhões seja parcelada em vinte anos. Nosso comentário: por que devem tanto? Por que um prazo tão grande?

DESISTÊNCIA  DE PACOTES TURÍSTICOS – O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) decidiu que o consumidor que comprou um pacote,  mas desistiu da viagem, tem direito a receber de volta 80% do valor pago.

CUIDADO COM A LETRA DO MÉDICO – Justiça condenou uma rede de drogarias a pagar indenização aos pais de uma criança que adquiriu um medicamento diverso do anotado em receita médica. Nosso comentário: no presente caso, a culpada foi a drogaria, mas cabe ao comprador certificar-se de que o remédio prescrito é o adquirido.  Pelo menos enquanto “dorme” no Congresso Nacional o projeto que obriga o profissional a escrever em letra de forma ou digitada.

OSX ROLA DÍVIDA DE R$ 400 MILHÕES COM CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – Banco segue BNDES. É a 2ª instituição pública a dar voto de confiança à companhia, que estaria próxima da recuperação judicial. Nosso comentário: a notícia é do “Estadão” de 6 de novembro. No dia 9, a empresa divulgou outra notícia de que, no dia 11, entraria com o pedido de recuperação. Todo o mercado financeiro já dava como certa a medida.

MAIS UMA EMPRESA DE EIKE EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL – Nosso comentário: A OSX é a “bola da vez”, R$ 5,5 bilhões de dívidas, em moeda nacional e estrangeira. Desse montante, R$ 1,7 bilhão com a CEF e BNDES. Qual será a próxima?

BOLSA DE VALORES – No artigo anterior, falamos sobre os prejuízos astronômicos. Hoje falaremos sobre lucros exorbitantes. Na Bovespa, na semana entre 28 de outubro e 1º de novembro: 1) BIC-BANCO PN – 24,80%, 2) GPC ON – 16,28%; Na Bolsa de Nova York – Ações do “Twitter” sobem 72,7% no dia de estreia.

QUEM SE HABILITA?  LABORATÓRIO ACHÉ ESTÁ À PROCURA DE UM PRESIDENTE – Administrada por um comitê de gestão desde o mês de fevereiro, farmacêutica busca executivo com perfil financeiro, para elevar rentabilidade.

Por hoje é só, tenham todos uma ótima semana.

QUANTAS HISTÓRIAS…

Por Geraldo Ribeiro de Souza Lima – Corintinha

Ainda com os olhos marejados e o coração apertado pela emoção e pela saudade que todos vamos sentir pela sua falta, tento escrever estas palavras. Sim, falo daquele “amigo irmão” que o seu pai, Joaquim da Silva Campos, o “Seo Quinzinho”, um homem de grande sabedoria e honradez, músico e grande artista, dizia, em tom de brincadeira: “devia ser ‘Campos’, mas ficou ‘Neves’, fazer o que?”. Ou ainda o “Nevezinho”, como a ele referia-se carinhosamente o grande guitarrista “Miguelito”.

Confesso que fiquei em dúvida sobre o que dizer sobre uma pessoa tão querida e ilustre, quando me lembrei das palavras do outro “amigo irmão”, Joaquim Roberto Neves Campos que, ao me abraçar, disse baixinho no meu ouvido: “quantas histórias juntos…”. Foi então que decidi: não! Não vou falar sobre injustiças humanas, da falta de reconhecimento e da politicagem nojenta que assola todo o nosso planeta, gerando ciúmes, inveja e ódios injustificáveis. Esses assuntos são muito pequenos para a grandeza do Neves.

E não falo somente da grandeza intelectual e artística, que deixo para os críticos e entendidos da arte analisarem. Falo, sim, da grandeza espiritual e dos valores defendidos e principalmente vividos por ele: humildade, lealdade, altruísmo e, sobretudo, da sua imensa generosidade. Ele era daqueles que tratava todo mundo com respeito e amor. E não sabia dizer não para ninguém.

E o Neves, embora tivesse todos os predicados para ser orgulhoso, era e sempre foi muito simples. Além de seu indiscutível talento musical, será lembrado por sua magnitude. De fato, era “gente boa” em todos os sentidos. Nunca foi ávido pelo poder ou pelo dinheiro. Seus valores eram outros. E neste mundo em que vivemos, infelizmente, o espaço para os idealistas e sonhadores está cada vez mais reduzido. Por isso mesmo, prefiro me lembrar de alguns momentos inesquecíveis que tive a felicidade e a honra de compartilhar com ele, com amigos e familiares queridos.

Meus primeiros contatos musicais diretos com o Neves começaram quando ele e o Elizeu me convidaram a participar de uma renovação, que estava sendo feita no conjunto “Sexteto Bossa-Noite”, que virou “O Sexteto”. Nessa nova formação, o conjunto de baile era composto pelo Neves (órgão e direção musical), eu (guitarra), Toninho (baixo), Luizinho “Maruca” (sax), Valter “Carioca” Leite (piston) e Elizeu (baterista e líder do grupo).

Antes disso, sempre que nos encontrávamos, mantínhamos altos “papos”, quando ele era o líder dos conjuntos “Os Tonais” e “Neves New Combo”. Com “o Sexteto”, tivemos a oportunidade de conviver bastante, não somente nos ensaios, mas também nos bailes e nas viagens que fazíamos para vários lugares, pelas cidades da região e localidades dos Estados de São Paulo e Paraná.

Nessas ocasiões, apesar do elevado grau de profissionalismo, da responsabilidade e do cansaço das viagens e dos bailes seguidos – que principalmente em datas especiais, como Natal e Reveillon, eram motivo de saudades para as namoradas, esposas, filhos e demais familiares – a alegria era constante e os momentos difíceis superados, com a ajuda das brincadeiras e palavras de incentivo proferidas pelo Neves. De maneira consciente ou não, ele parecia levar bem a sério o conceito de que “todo cristão deve ser alegre e mostrar essa alegria de maneira constante, pois devemos lembrar sempre que temos Jesus Cristo caminhando ao nosso lado”. E o Neves era alegre. Aliás, muito alegre.

As maiores “vítimas” das “gozações” sempre saudáveis e comandadas pelo Neves eram o “Luizinho”, que tinha muito medo de atravessar as linhas ferroviárias, e o “Carioca”, que sempre chegava atrasado para nossas viagens e, assim, evitava nos ajudar a carregar os instrumentos e a aparelhagem de som, tarefas que, naqueles tempos, eram executadas pelos próprios músicos. Foi com “O Sexteto” que acompanhamos – graças à capacidade musical do Neves – artistas como Raul Gil, Altemar Dutra, Jair Rodrigues e muitos outros que realizavam participações especiais nos bailes da época.

Além do elevado senso de humor, outra de suas características era a paciência com que procurava repassar seus imensos conhecimentos musicais. Quando eu tinha alguma dificuldade – o que não era nada incomum – para entender uma passagem melódica, ele, pacientemente e literalmente, pegava na minha mão e posicionava os meus dedos no braço da guitarra, mostrando, na prática, como deveria montar o acorde. Talvez em razão desta paciência e dedicação, ele se tornou tão querido por todos aqueles que tiveram o privilégio de ser seus alunos.

Nos bailes carnavalescos do “Vermelho & Preto”, idealizados por Jorge Rizek, e que perduram até os dias de hoje, o Neves não se contentava apenas em conduzir a orquestra, utilizando os arranjos tradicionais escritos e impressos nos famosos “álbuns”, utilizados em todos os bailes desse gênero no País. Ele fazia questão de escrever manualmente novos e modernos arranjos para cada instrumento, montando uma orquestra que tocava em tempo integral, nos moldes da famosa “Banda do Canecão”. Para isso, ele utilizava as canetas de sua coleção, uma de suas manias. Se você quisesse ver o Neves abrir um belo sorriso de contentamento, era só dar uma caneta de presente, para que ele pudesse aumentar a sua coleção. Era como dar um doce para uma criança.

No “8 ou 80”, sofisticado restaurante e “piano bar”, também criado pelo Jorge Rizek, tivemos a felicidade de ouvir suas magistrais interpretações ao piano. Neste local, ocorriam apresentações alternadas do Neves e do Mário Edson Farah, outro excepcional pianista de nossa terra. Estivemos presentes ainda em outros momentos da mais pura magia. Em um deles, o Neves preparou os arranjos, tocou piano e regeu uma orquestra que contou com as participações especiais de Hector Costita e Peri Ribeiro. Foi um espetáculo grandioso, de impressionante beleza, que emocionou o público presente.

Nossa única “divergência” era o futebol. Ele era (e continua sendo) são-paulino e eu, obviamente, corintiano fanático. Em um domingo em que o Corinthians se tornou campeão brasileiro, recebi um telefonema do amigo maestro, que me disse simplesmente: “assista ao ‘Fantástico’ de hoje à noite”. Eu, obviamente, queria esticar o papo, para “tirar um sarro”, mas ele simplesmente riu e falou novamente, encerrando a conversa: “se puder, assista ao programa de hoje à noite”.

Qual não foi minha surpresa quando, assistindo ao noticiário futebolístico daquele dia no “Fantástico”, que dava destaque total para a conquista corintiana, ouvi uma versão orquestrada diferente e totalmente renovada do hino do “Timão”, com o crédito exibido na tela da TV Globo: “Arranjo – maestro Antonio Carlos Neves Campos”. Daí foi minha vez de retornar a ligação, cumprimentando-o pelo arranjo e dizendo: eu sabia que você, no fundo, era corintiano. Foi então que fiquei sabendo que a Rede Globo tinha solicitado que o Neves fizesse aquele arranjo especialmente para a ocasião. E ainda sobre esporte, aqui vai outra particularidade: o Neves, em sua juventude, foi um bom jogador de futebol de salão (futsal) e, embora tenha se formado em odontologia, e exercido a profissão de dentista, a música, também chamada “a arte suprema”, sempre foi a sua real vocação.

Com a sua partida, perdemos todos nós. Seus parentes, amigos e, principalmente, Tatuí, que perde um pouco mais do seu “status” de “Capital da Música”. Isso para não falar do “maior conservatório da América Latina”, que já o havia perdido há alguns anos. Seus familiares, funcionários, professores, músicos, amigos verdadeiros e admiradores estavam presentes na sua despedida. Naquela manhã, como se o sol estivesse emitindo seus raios numa “iluminação especial” para saudá-lo – como acontecia nos palcos da vida – a música, sua paixão maior, embalou o seu sono final. Descanse em paz, “amigo irmão”. Você sim, fez história. Até um dia…

TAXAS BANCÁRIAS E JUROS ABUSIVOS: ATÉ QUANDO?

Por Andréa Longhi

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça confirmou, por meio de recurso repetitivo, que os bancos podem cobrar a taxa de cadastro. A tarifa é exigida pelas instituições financeiras para cobrir custos com pesquisa sobre a situação financeira do cliente. Por outro lado, considerou ilegais a cobrança das Tarifas de Abertura de Crédito (TAC) e de Emissão de Carnês (TEC) após dezembro de 2008, quando foram proibidas pelo Banco Central.

A taxa de cadastro passou a ser permitida pelo Banco Central através da Resolução nº 3.919, de novembro de 2010, para “realização de pesquisa em serviços de proteção ao crédito, base de dados e informações cadastrais necessários ao início de relacionamento”. Apesar do disposto na resolução, não é isso que vem ocorrendo na prática. Como o custo da pesquisa é normalmente atrelado ao valor do produto contratado, pode alcançar somas exorbitantes.

Outra questão que atormenta aqueles que buscam empréstimos bancários é a cobrança de juros capitalizados. Apesar de haver certa controvérsia do meio jurídico acerca da possibilidade da capitalização dos juros, a maioria da doutrina e jurisprudência entende que é abusiva a capitalização, ou seja, a cobrança de juros sobre juros. Os principais argumentos em defesa da impossibilidade da cobrança de juros capitalizados fundamentam-se na Constituição Federal de 1988, na Lei da Usura, no Código de Defesa do Consumidor e na Súmula 121 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe sobre a vedação da capitalização de juros, ainda que tenha sido expressamente convencionada pelas partes.

Tais argumentos, porém, não serão de grande valia numa conversa com o gerente da sua agência bancária, na tentativa de renegociação das taxas abusivas. Quem quiser discutir as condições de um empréstimo ou até mesmo de outros contratos bancários terá que recorrer ao Poder Judiciário e pedir a revisão judicial desses contratos.

*Andréa Longhi Simões Almeida é Bacharel em Direito (UNESP), Especialista em Direito Contratual (CEU) e Mestre em Direito das Obrigações Público e Privado (UNESP). Leciona Direito Civil e Direito Eletrônico no curso de Direito do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP). É Advogada militante em Tatuí e região. Para maiores informações acesse o site: www.andrealonghi.com.br.

– DESABAFO –

LEITOR RECLAMA ATENÇÃO DAS AUTORIDADES

Um leitor deste semanário relatou a esta coluna um caso gravíssimo que ocorre nos fins de semana, nas imediações do Jardim da Santa e Praça da Matriz. A falta de opção de lazer para a juventude tatuiana obriga moças e rapazes a permanecerem horas a fio, no período noturno, nas imediações destes locais públicos. Estes, em sua maioria, são respeitosos e utilizam o espaço apenas como forma de lazer.

No entanto, existem aqueles que não sabem respeitar o convívio harmonioso que devem ter com os moradores das imediações. O leitor informa que é recorrente a permanência de veículos, equipados com aparelhos de sons de alta potência, quebrando as boas regras do silêncio. Além deste ato de desrespeito com os vizinhos, outras cenas, como brigas e sexo, também ocorrem neste espaço público. E não existe a constante presença de agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar, para coibir os abusos e oferecer a necessária proteção aos frequentadores do local.

O absurdo – pasmem – ocorreu ao término de uma missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora Conceição. Conta o leitor que presenciou uma senhora idosa sair do templo, e ela foi obrigada a passar por um grupo de rapazes, que ocupava o passeio público. Um deles, agindo de maneira desumana, chutou por trás esta senhora, provocando-lhe uma queda na calçada. Segundo consta, estes fatos já foram relatados aos responsáveis pela segurança pública e aguarda-se alguma  providência.

A grande questão, em casos em que se evidenciam conflitos de interesses, é conciliar a liberdade destes jovens de ocupar este espaço como área de lazer e, ao mesmo tempo, garantir aos vizinhos os seus direitos ao sono, ao descanso e liberdade de ir e vir preservados.

A Prefeitura de Tatuí aluga o prédio do Alvorada Clube por R$ 6 mil mensais. No entanto, o que se observa é que neste espaço são realizados eventos, em sua maioria elitistas, promovidos pelo Departamento de Cultura. Para justificar o preço pago a título de aluguel, está na hora de a municipalidade aproveitar melhor este espaço e proporcionar o merecido lazer a estes jovens. E uma solução seria promover, no Alvorada Clube, eventos com as músicas da preferência desta parcela da população. Na década de 1970, experiência semelhante foi realizada no mesmo local e esta se revestiu de pleno sucesso, arrebanhando os jovens em um espaço destinado a eles.

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