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A sino-brasileira Shacman, de Tatuí (SP), investirá em fábrica de caminhões para suprir o Exército da Zâmbia

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Shacmanchinesmilitar site 19-9-2015

Por Roberto Lopes (Plano Brasil – 14 de setembro de 2015)

O Ministro-Adjunto da Defesa da Zâmbia, Christopher Mulenga, disse ao site americano DefenseNews.com, no fim de agosto, que a companhia sino-brasileira Metro-Shacman, de caminhões, sediada na cidade paulista de Tatuí, está negociando com o governo de Lusaka sua participação em um pool de companhias que pretende investir 6 bilhões de dólares na implantação de uma fábrica de caminhões civis e militares nesse país africano.

De acordo com Mulenga, o Exército de Zâmbia está, nesse momento, interessado em caminhões de transporte de tropas.

A empresa chinesa Shacman já tem uma centena dos seus caminhões rodando no Brasil, mas a montagem dos veículos em Tatuí só começa no ano que vem.

Criada em 1968, a Shacman tem cerca de 110.000 caminhões rodando na China, boa parte deles a serviço das Forças Armadas locais.

m janeiro os chineses prometeram investir 100 milhões de dólares na planta do interior paulista, e no mês seguinte a Metro-Shacman montou uma joint venture com a gigante industrial chinesa Shaanxi Automobile, para formar a Shacman do Brasil, que se apresentou na mostra internacional de armamentos LAAD 2015, no Rio, por meio da Shacman Defesa, sua divisão de produtos militares.

Foguetes – O portfólio de veículos da Shacman Defesa contempla viaturas com sistema de tração 4×4, 6×6 e 8×8, que atendem níveis de carga de 3,5 toneladas até 40 toneladas, em diferentes versões de aplicação, tais como transporte de pessoal, de contêineres para lançamento de foguetes terra-terra, de equipamentos especializados e suprimentos em qualquer terreno.

Algumas dessas viaturas para transporte de tropas estiveram expostas na LAAD. Naquela ocasião (primeira quinzena de abril), o então Secretário de Imprensa da Embaixada de Zâmbia no Brasil, Patson Chilemba, declarou que os dirigentes da Shacman haviam enxergado em seu país a estabilidade econômica de que necessitam para suprir os mercados local e regional.

or mercado regional deve ser entendido o eixo Namíbia-Angola-Moçambique, que tem a Zâmbia bem no meio. Os três países possuem boas relações com as Forças Armadas brasileiras e são consumidores dos produtos da Base Industrial de Defesa do Brasil.

150º parceiro – Segundo o Guia de Negócios editado pela Divisão de Inteligência Comercial do Ministério das Relações Exteriores, a Zâmbia é um dos países africanos de menor inteiração comercial com o Brasil.

“De 2008 a 2012, as exportações brasileiras para a Zâmbia diminuíram 13,4%, de US$ 14,2 milhões para US$ 12,3 milhões”, diz o documento. “Em 2012, aumentaram 37,0% em relação a 2011. Entre os países da África Subsaariana, a Zâmbia foi o 31º destino das exportações brasileiras em 2012 (participação de 0,19% na a região), e o 150º parceiro do Brasil no mundo (participação de 0,01% no total)”.

O relatório da diplomacia brasileira prossegue: “Os cinco principais produtos da pauta de exportações brasileira para a Zâmbia, em 2012, foram: i) carregadoras-transportadoras, utilizadas em minas subterrâneas (valor de US$ 2,5 milhões, participação de 20,6% no total – aumento de 441% em relação à 2011); ii) outros tratores (valor de US$ 1,5 milhões, participação de 11,9% no total – diminuição de 40,1% em relação a 2011); iii) máquinas e aparelhos horizontais para empacotar massa alimentícia longa (valor de US$ 660 mil, participação de 5,4% – não houve exportação do produto para a Zâmbia em 2011); iv) outras formas de amianto – asbesto -(valor de US$ 610 mil, participação de 4,9% – não houve exportação do produto para a Zâmbia em 2011); v) outros aparelhos para pulverizar fungicidas/inseticidas (valor de US$ 609 mil, participação de 4,9% – aumento de 70,6% em relação à 2011)”.

O projeto da fábrica de produtos Shacman na Zâmbia prevê uma produção de mil veículos/ano, e será desenvolvido com o apoio de duas outras companhias chinesas: a Great Wall e a Higer, que já estão estabelecidas no mercado local.

Ajuda militar – No contexto de sua cooperação com forças militares estrangeiras, Pequim aprovou, recentemente, um empréstimo de 19 milhões de dólares ao Ministério da Defesa de Lusaka, para que ele possa contratar a companhia chinesa Norinco. Ela terá a tarefa de reativar uma fábrica de armamentos visando a produção de bombas, munição e misturas químicas de aplicação militar.

A fábrica foi fundada na década de 1970 pelo então presidente da Zâmbia, Kenneth Kaunda, para abastecer de munição, bombas leves e até minas terrestres anti-pessoal os movimentos nacionalistas do Zimbábue e de Moçambique, bem como guerrilheiros da África do Sul.

A China também doou cinco lanchas-patrulha do tipo Mac-5 à incipiente força naval (fluvial) de Zâmbia, para contribuir com o patrulhamento no Rio Luapula e nos Lagos Kariba Mweru.

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