7 DE ABRIL – DIA DO JORNALISTA – CARTA À REDAÇÃO – MINISTRO APOSENTADO CELSO DE MELLO – EX-PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (1997-1999)

Postagem 7/4/2026 – 17h00

Neste 07 de abril, “Dia do Jornalista”, saúdo você e, em SUA pessoa , todos os profissionais da Imprensa, cujo ofício, quando exercido com independência, coragem e responsabilidade, traduz uma das mais nobres expressões do serviço à causa da liberdade, da República, da cidadania, do interesse público e do regime democrático. 

A lembrança de Líbero Badaró, médico italiano e fundador do jornal paulistano “O Observador Constitucional”, permanece, entre nós, como símbolo da resistência ao arbítrio e de fidelidade à palavra livre. Sua vida e o seu exercício do jornalismo de combate converteram-se em emblema daquilo que jamais pode ser silenciado em uma sociedade democrática: o direito de informar, de criticar e de dizer a verdade. 

O atentado que sofreu ocorreu em 20 de novembro de 1830, e sua morte, no dia seguinte, tornou-se marco histórico da luta pela liberdade de imprensa no Brasil.

Associam-se à memória de Líbero Badaró expressões que se tornaram emblemáticas da resistência liberal, entre elas a frase, tradicionalmente a ele atribuída, de que “morre um liberal, mas não morre a liberdade”. 

Ainda que tais palavras pertençam hoje mais ao patrimônio da memória cívica brasileira do que à crítica documental estrita, elas traduzem, com admirável força simbólica, o sentido maior de sua vida e de seu martírio político.

A liberdade de imprensa não constitui prerrogativa de uma classe.

Representa direito fundamental do povo e garantia essencial da democracia.

Onde se intimida o jornalista, vulnera-se a cidadania.

Onde se reprime a crítica, corrompe-se a vida pública.

Onde se cala a Imprensa, começa o declínio da liberdade.

Por isso mesmo, aos jornalistas de nosso País, concentro, em SUA pessoa, a minha homenagem, o meu respeito e o meu reconhecimento pela grandeza de sua missão profissional.

Porque – nunca é demasiado assinalar -, sem Imprensa livre, não há democracia viva: há apenas poder sem limite e silêncio sem dignidade!!!

Ministro aposentado Celso de Mello,

ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (1997-1999

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