NOTAS E NOTÍCIAS – 2/9/2025

Postagem redação – 2-9-2025 – 9h20

POLÍCIA CIVIL DESCOBRE PARADEIRO DE DESAPARECIDO

NOVO CLICHÊ – 11H28

Família de Josias envia foto no reencontro com o irmão, após ser localizado pela Policia Civil de Tatuí. A prima agradece o empenho da imprensa para solucionar esse “pesadelo” sobre o desaparecimento.

Na segunda-feira (1), a Polícia Civil de Tatuí informou ao Jornal Integração que descobriu o paradeiro de Josias de Camargo Kochmanski (foto). O comunicado oficial veio através do investigador Israel, da Delegacia de Polícia de Tatuí. Segundo consta, Josias estava em Barretos, na Festa do Peão, que este ano completa 70 anos. O policial pede para informar a família para procurar o Setor de Investigação. Por volta de 13 horas, a redação entrou em contato com Gislene Vieira de Barros Vieira, prima da vítima. Preocupada com o sumiço de Josias e do desespero dos pais, Gisele acionou a imprensa e o caso teve repercussão em jornais regionais.

Josias saiu da sua casa dia 19 de agosto e, após 11 dias, sua ausência preocupava seus pais Ambrosio Kochmanski e Valdeli de Camargo Kochmanski, residentes no Jardim Portal de Tatuí. A prima Gislene, ao ver a mãe em estado de desespero, procurou a imprensa. A TV Tem teve um importante papel no esclarecimento do caso. E a boa notícia veio através do investigador Israel. Na segunda-feira, pediu para avisar a família para comparecer na Delegacia de Polícia de Tatuí, para receber mais detalhes sobre o esclarecimento do caso.

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FALSO ADVOGADO – Dia 26 de agosto, uma mulher, 51 anos, residente no Parque San Raphael, em Tatuí, caiu no conto do falso advogado. Um farsante enviou mensagem pelo WhatsApp e se identificou como seu advogado. A vítima tem uma ação judicial em andamento, acreditou e enviou R$ 1.050,00 para o estelionatário. Dia 27 de agosto, outro caso semelhante foi registrado na Delegacia de Policia de Tatuí. As três vítimas residem no Bairro Congonhal de Baixo, município de Tatuí. Desta vez, o falso advogado conseguiu levar R$ 5.899,99, com transferências via chave Pix.

CELULAR CLONADO – Dia 26 de agosto,  uma mulher, 45 anos, residente na Rua Maria Romildes da Costa, Tatuí, foi enganada por um espertalhão. O estelionatário  prometeu um curso grátis, com direito a um e-Book de presente. Em uma ação de racker, apoderou-se dos contatos da conta do  WhatsApp da vítima. Anunciou venda de móveis inexistentes, por motivo de viagem. Alguns contatos, que estavam na lista da vítima, acreditaram e  enviaram Pix para contas desconhecidas.

ROUBO A POSTO – Dia 27 de agosto, 9h40, um individuo, dirigindo uma motocicleta, assaltou um posto de gasolina, na Rua Teófilo Andrade Gama, em Tatuí. A gerente contou à polícia que o autor estava armado com revólver e, com ameaças, levou R$ 146,00.

FURTO – Dia 27 de agosto, uma mulher, residente na Rua Tamandaré, em Tatuí, registrou o furto de duas barras de ferro do portão da residência. Como o caso aconteceu em duas noites consecutivas, ela ficou temerosa. Ela mora sozinha e a residência está vulnerável à entrada de algum marginal. E  registrou o caso na Delegacia de Polícia de Tatuí.

ESTELIONATO – Dia 28 de agosto, uma comerciante registrou um golpe, praticado pela internet. Proprietária de uma loja no Jardim Planalto, em Tatuí, entrou em contato com um suposto fornecedor de produtos que comercializa. Enviado pelo WhatsApp, a vítima conferiu o catálogo e preços e adquiriu produtos no valor de R$ 6.390,00. A compra não apareceu no prazo combinado. Ao ligar para a empresa fornecedora, soube que não havia nenhum pedido e que deveria ser um golpe.

ESTELIONATO – Dia 26 de agosto, uma mulher, 66 anos, residente no Jardim Thomaz Guedes, foi lesada em R$ 8.987,02 e outra parcela de R$ 3.000,00, transferidas da sua conta bancária. A vítima foi enganada por um falso vendedor de veículos, em mensagens no WhatsApp. Só conseguiu bloquear os desfalques, depois que compareceu na agência bancária, onde está sua conta.

ROUBO – Dia 26 de agosto, por volta de meia noite, policiais militares, em patrulha pela cidade, prenderam um indivíduo, suspeito da prática de roubo de celulares. O ato ilícito aconteceu na Rua 11 de Agosto, 186. As vítimas, duas jovens, caminhavam pela via pública, foram ameaçadas com uma faca e obrigadas a entregar seus pertences. 

APROPRIAÇÃO INDÉBITA – Dia 24 de agosto, um passageiro de aplicativo informa que foi lesado por um condutor de motocicleta. Ao desembarcar na Rua Joel da Silva Franco (Pinduca), o condutor cobrou R$ 7,50 pela corrida. O passageiro tinha uma nota de R$ 100,00 e aceitou o troco via PIX. Passado alguns minutos, verificou que o crédito enviado é de R$ 0,01. A vítima juntou o comprovante do troco e registrou queixa na Delegacia de Polícia de Tatuí.

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FALECIMENTOS EM TATUÍ

04/8 – Osvaldo Ferreira de Andrade, 83 anos. 

17/8 – Liliana Fernanda Martins, 34 anos. 

21/8 – Fernando Sebastião Vieira, 77 anos 

21/8 – Marlene da Silva, 52 anos. 

24/8 – Ana Clara Drummond de Andrade, 6 anos. 

24/8 – Isaías Lisboa de Almeida, 70 anos. 

25/8 – Gildete Maria dos Santos, 73 anos. 

21/8 – Filomena de Oliveira Dias, 96 anos. 

23/8 – Regina Vieira de Camargo Arruda, 98 anos. 

26/8 – Zulmira da Conceição Pinto, 46 anos. 

27/8 – Eulálio José Custódio Vieira, 86 anos. 

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BASQUETE DE TATUÍ EM SITE DE APOSTAS

A equipe de basquete de Tatuí se destaca nas competições e já está inserida em sites de apostas, pela internet (foto). Recentemente, a Prefeitura de Tatuí aprovou uma lei para explorar jogo de azar. Esses jogos foram proibidos no Brasil pelo general Eurico Gaspar Dutra, presidente da República. Segundo consta, Dutra foi influenciado por sua mulher. Era religiosa e não tolerava jogos de azar. Entre as apostas proibidas, está o “jogo do bicho”. Essa prática até hoje seduz os brasileiros, pelo pouco gasto para participar das apostas.

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A DECADÊNCIA DA DEMOCRACIA NORTE-AMERICANA GAUDÊNCIO TORQUATO
“Tomara que você seja deportado: uma viagem pela distopia americana”, livro do jornalista Jamil Chade, lançado recentemente, é o retrato mais agudo da decadência dos EUA. A nação até então aclamada como a mais poderosa democracia do mundo é retratada após um percurso de milhares de quilômetros feito pelo experiente Chade, atravessando o país do norte ao sul, passando por dez Estados, cruzando a fronteira americana com o México, conversando com refugiados e  com seguidores fanáticos de Donald Trump, entre os quais Jake (Jacob Chansley), conhecido como o “Viking do Capitólio, que ficou famoso pela roupa que usava na invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, assim descrita por Jamil Chade que o entrevistou num restaurante em Phoenix : “capuz de pele animal adornado com chifres, torso nu e o rosto pintado com as cores da bandeira dos EUA”.   A erosão da democracia estadunidense e de seu tecido social esfacela a imagem da Nação como farol da liberdade, democracia e prosperidade. A nação que venceu duas guerras mundiais, que liderou a reconstrução da Europa pelo Plano Marshall, que colocou o homem na Lua e exportou para o mundo a promessa do “sonho americano” agora enfrenta sinais claros de decadência, com profundas rachaduras no seu edifício político. Sinais palpáveis de que o sonho americano não se sustenta mais, no resumo feito pelo cineasta Walter Salles no prefácio do livro: aumento da pobreza absoluta; contração das médias; deportação em massa de imigrantes; censura às universidades públicas e privadas; suspensão do financiamento à pesquisa científica; ataque feroz a todas as formas de minorias; desregulamentação das mídias sociais como ferramenta de controle social; negacionismo climático e neutralização do Poder Legislativo.   É oportuno frisar que não se trata apenas de uma oscilação cíclica, como tantas outras da história americana, mas de uma conjunção de crises que atingem economia, política, cultura e moral coletiva. O milagre econômico do pós-guerra fez emergir a mais robusta classe média da história, sustentáculo da democracia e da coesão social. Mas, hoje, a financeirização da economia, a automação e a globalização deslocaram empregos industriais, enquanto o 1% mais rico acumula fatias recordes da riqueza nacional. Famílias endividadas, jovens sufocados por empréstimos estudantis e trabalhadores presos a empregos precários simbolizam o esgarçamento do pacto social.   A política americana mergulhou numa polarização sem precedentes desde a Guerra Civil.   Democratas e republicanos parecem habitar universos paralelos, sem pontos de convergência. A invasão do Capitólio, por seguidores de Donald Trump, expôs ao mundo a fragilidade das instituições de uma nação que sempre se viu como guardiã da democracia. A confiança nas instâncias de poder — Congresso, Suprema Corte e até na imprensa — despenca ano a ano.   Epidemias de drogas como o fentanil, explosão de moradores de rua em cidades ricas, violência armada crônica e declínio educacional completam o retrato sombrio. Enquanto isso, disputas ideológicas transformam escolas e universidades em campos de batalha culturais, corroendo o consenso sobre valores básicos.   No cenário internacional, os EUA já não desfrutam da hegemonia incontestável do século XX. A ascensão da China, a multipolaridade global e os fracassos no Oriente Médio expõem limites à capacidade americana de ditar os rumos do planeta.   A história ensina que civilizações não desmoronam de um dia para o outro. O Ocidente, diria Spengler, conhece ciclos de ascensão e declínio. O que se vê hoje nos EUA pode ser apenas mais um capítulo de reinvenção ou, quem sabe, o prenúncio de uma transição para um mundo em que a superpotência de outrora se torna apenas mais uma potência entre outras. Jamil Chade é lapidar:   – Presenciei uma democracia na corda bamba;   – Fiquei sem ar diante da asfixia das conquistas duradouras obtidas por mulheres, pelo movimento negro e por outros grupos minoritários;   – Testemunhei nos olhos de imigrantes o medi em suas almas dilaceradas pela incapacidade de serem aceitos como seres humanos;   – Senti o poder da desinformação e seu abalo no tecido social de uma nação;   – Mas vi também resistência, indignação, lágrimas e luta nas trincheiras das ruas.   Sentado na poltrona do poder, um líder desalmado e arrogante chega ao ponto de fazer campanha de marketing para ganhar o Prêmio Nobel da Paz, o que seria a maior mácula à láurea em todos os tempos.   A democracia americana resgatará seu ideário?   O futuro dirá se a América ainda é capaz de reinventar seu próprio sonho.
Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político

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