IBGE REVELA SITUAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO EM TATUÍ

EDIÇÃO 2270 – 2-3-2024

            Na sexta-feira (23), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novos dados do Censo 2022 e desta vez mostra o acesso ao saneamento básico e coleta de lixo nos municípios brasileiros.

            A estatística oficial mostra que o município de Tatuí encontra-se em situação privilegiada neste quesito. De acordo como o IBGE, Tatuí possui 99,9% dos moradores com água. 96,68% dos moradores com esgoto adequado. 99,94% dos moradores com banheiro. E 99,44% com moradores com coleta de lixo.

            A Sabesp assumiu o serviço de saneamento básico no município em 1976, ou seja, há 47 anos, na gestão Paulo Ribeiro. Antes esse serviço era municipal e prestado pelo Serviço de Água e Esgoto (SAE). A região central para instalação de esgoto para essa empresa não foi problema. O legado político do prefeito Alberto do Santos (1949 – 1951), com visão sanitarista, dotou todo o centro da cidade com coleta de esgoto.  Pessoas admiradoras de seu trabalho como chefe do Poder Executivo sempre disseram que “a mais importante realização para os tatuianos, pelas mãos desse prefeito, ficou escondida debaixo da terra”.

            Alberto dos Santos,  vigésimo quarto prefeito do município, governou Tatuí  pelo Partido Social Progressista (PSP),  fundado em São Paulo pelo governador Adhemar de Barros.

            Se estes dados revelados pelo IBGE na sexta-feira (23), servissem de parâmetro para uma análise do projeto do governador Tarcísio de Freitas em privatizar esta companhia de saneamento básico, o resultado de  Tatuí não ajudaria no seu argumento. Em 47 anos, a Sabesp investiu milhões de reais no município na construção de estações de tratamento de esgoto, represa no Rio Tatuí e captação de água no Rio Sarapuí, na estrada Tatuí/Capela do Alto, além do resultado satisfatório que apresenta de seu trabalho em prol do município. No entanto, faltam apenas alguns ajustes. Essa empresa estatal deveria  cobrar a real tarifa  de consumo de água e coleta de esgoto, tanto para comerciantes, como para as residências.

A SITUAÇÃO DO BRASIL

            O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra a situação do acesso ao saneamento básico e à coleta de lixo nos municípios brasileiros. Sites, como o G1, mostram que os indicadores melhoraram desde 2010. O percentual de pessoas vivendo em lares:

  • com descarte adequado de esgoto subiu de 64,5% para 75,5;
  • com banheiro exclusivo (não compartilhado), de 64,5% para 97,8%;
  • com coleta de lixo, de 85,8% para 90,9%;
  • com ligação à rede geral de água (a forma mais comum), de 81,5% para 86,6% (incluídos os que não utilizam a rede como forma principal).

            Ainda assim, em 2022, o Brasil tinha:

  • 49 milhões de pessoas em residências sem descarte adequado de esgoto (24% da população);
  • 18 milhões sem coleta de lixo (9%);
  • 6 milhões sem abastecimento de água adequado (3%);
  • 1,2 milhão sem banheiro ou sequer um sanitário (0,6%).

            Em 2022, as formas consideradas adequadas de abastecimento de água eram: rede de distribuição (82,9%), poço profundo ou artesiano (9%), poço raso, freático ou cacimba (3,2%) e fonte, nascente ou mina (1,9%).

            São duas as formas consideradas adequadas de descarte adequado de esgoto: o esgoto que vai para as redes públicas de coleta (geral ou pluvial) ou para fossas sépticas ou com filtro, ainda que depois de passar por esses equipamentos não sejam destinados para essas redes.

  •  O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais;
  • O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros;
  • 1,3 milhão de pessoas que se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo;
  • O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas;
  • Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu.

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