“JESUS NÃO EXCLUIU NINGUÉM”, AFIRMA BISPO DOM GORGÔNIO

“Fiducia Supplicans”

EDIÇÃO 2263 – 13-1-2024

         Os documentos do Dicastério para a Doutrina da Fé, como Fiducia Supplicans, editados pelo Papa Francisco, suscitaram reações adversas dentro da Igreja Católica e surgiram críticas de setores ultraconservadores ao posicionamento do Sumo Pontífice.  A Declaração contém a proposta de breves e simples bênçãos pastorais (não litúrgicas, nem ritualizadas) de casais irregulares (não das uniões), sublinhando que se trata de bênçãos sem forma litúrgica, que não aprovam nem justificam a situação em que se encontram essas pessoas.

         Na segunda-feira (8), a reportagem do Jornal Integração consultou o bispo Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, da Diocese de Itapetininga, sobre este documento expedido pelo Papa Francisco, que norteia as bençãos na Igreja Católica. Principalmente, sobre a posição da Diocese de Itapetininga em relação aos casais em união estável e os casais homoafetivos, todos de Tatuí, diante da Declaração “Fiducia Suppli-cans”.

Papa Francisco propôs breves e simples bençãos pastorais na “Fiducia Supplicans”.

         Dom Gorgônio foi taxativo e disse: – “Jesus não excluiu ninguém e a Igreja sempre caminha de acordo como o Evangelho. A Diocese segue o Papa e acolhe as pessoas que vivem em situação de exclusão. O que o Sumo Pontífice expõe na “Fiducia Supplicans” são bençãos e o documento não se refere aos Sacramentos. A Igreja Católica abençoa animais, objetos e todas as pessoas que a procuram. A Igreja segue Deus e não negamos as bençãos. Em nosso tempo, não existe o radicalismo farisíaco. No início, os pagãos eram excluídos. Temos que expressar as atitudes de Jesus Cristo”.

         Diante da celeuma criada por alguns setores da Igreja Católica, no Brasil e outros países, contestando a Declaração “Fiducia Supplicans”, assinada pelo Papa Francisco, o Vaticano se posicionou e expediu nota à imprensa. O comunicado oficial foi assinado pelo cardeal prefeito Fernández e pelo secretário monsenhor Matteo. A nota resume que “a doutrina sobre o matrimônio não muda, os bispos podem discernir sua aplicação de acordo com o contexto, as bênçãos pastorais não são comparáveis às bênçãos litúrgicas e ritualizadas”.

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