“PROFANADORES DA DEMOCRACIA”

EDIÇÃO 2262 – 6-1-2024

         Dia 8 de janeiro, os três Poderes da República, Judiciário, Executivo e o Congresso Nacional, farão um ato de desagravo ao considerado “Dia da Infâmia”. Simpatizantes da extrema-direita do governo Bolsonaro, destruíram os prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Para arrependimento de muitos participantes, o ministro Alexandre de Moraes, relator das ações criminais, impetradas pela Procuradoria Geral da República (PGR), já aceitou um grande número e muitas já foram julgadas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Estes réus, agora condenados, amargam penas que variam de 16 a mais de 30 anos de prisão, em regime fechado. pelo ato de vandalismo contra o Regime Republicano.

          Algumas decisões já transitaram em julgado. Em outras palavras, os condenados já cumprem suas penas definitivas. E, pelo que consta, muitos participantes ainda irão enfrentar ações penais, por financiar esse movimento hostil à Democracia Brasileira. Os moradores de Tatuí não estranhem se nomes conhecidos de seu convívio, aparecerem na nova leva de denúncias apresentadas pela PGR, para serem apreciadas e julgadas pelo STF.

          O Jornal Integração solicitou ao ministro aposentado Celso de Mello, uma declaração sobre esse tenebroso dia, em que massas extremistas tentaram dar um fracassado golpe de Estado. Abaixo a manifestação do tatuiano:

         “A data de 08 de janeiro de 2023 (“um dia que viverá eternamente em infâmia”, como enfatizou a eminente Ministra Rosa Weber, então Presidente do STF ) representa, por efeito da invasão multitudinária e criminosa nela perpetrada contra os Poderes do Estado, o gesto indigno, desprezível e estigmatizante daqueles que, agindo como delinquentes vulneradores da ordem constitucional, não hesitaram em  dessacralizar os símbolos majestosos da República e do Estado democrático de Direito.

         Relembrar, sempre, a data de 08/01/2023, para repudiar o ultrajante vilipêndio cometido por mentes autoritárias  contra o Estado de Direito – e para jamais esquecê-la -,   há de constituir expressão de nosso permanente e  incondicional  respeito à  Lei Fundamental  do Brasil e de reafirmação de nossa crença na preservação do regime democrático, na estabilidade das instituições da República e  na intangibilidade das liberdades essenciais do Povo   de   nosso   País!“

(CELSO DE MELLO, Ministro aposentado e ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal , 1997-1999)

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