QUEM SOU EU?

Faleci em 1935 e vivi 87 anos, sempre apaixonada pela música. Não me intimidei com a repressão feminina em minha época. Fui de família ilustre do Império e me projetei como compositora.  Minhas músicas fazem sucesso até hoje. Afinal, quem sou eu?

RESPOSTA – EDIÇÃO 2252 – 21-10-2023

A escritora, poetisa, diretora, tradutora, desenhista, cartunista e jornalista brasileira Patrícia Rehder Galvão, conhecida como Pagu, é a homenageada deste ano da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que será realizada entre os dias 22 e 26 de novembro próximo.

Nascida em 9 de junho de 1910 em São João da Boa Vista (SP), e falecida em 12 de dezembro de 1962, em São Paulo, Pagu teve destaque significativo no movimento modernista iniciado em 1922, embora não tivesse participado da Semana de Arte Moderna porque, na época, tinha apenas doze anos de idade.

Pagu atuou nos movimentos modernista e feminista, além de ter se dedicado ao ativismo contra o fascismo. Ela teve uma destacada participação na imprensa, sendo parte de publicações como Brás JornalRevista da AntropofagiaO homem do povo/A mulher do povoA plateiaA vanguarda socialistaFrance-PresseSuplemento Literário do Jornal Diário de São PauloFanfulla e A tribuna.

O apelido Pagu foi dado pelo poeta Raul Bopp, acreditando que ela se chamava Patrícia Goulart. Ela era uma mulher à frente de seu tempo, com um comportamento considerado extravagante. Defendia causas feministas, fumava e bebia em público, usava cabelos curtos e roupas justas e transparentes, costumava usar palavras de baixo calão e teve diversos relacionamentos amorosos, o que contrastava com sua origem familiar conservadora e tradicional. (Informações da Revista Fórum)

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