EDIÇÃO 2287 – 13-7-2024

Fui advogado, jornalista, heraldista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro. Escrevi a letra de importante música brasileira, em parceria com o maestro Spartaco Rossi. Afinal, quem sou eu?

RESPOSTA DA EDIÇÃO 2286 – 29-6-2024

        João Baptista Lisboa, “João Lisboa” (Riversul, 19 de fevereiro de 1920 – São Paulo, 18 de outubro de 1996) foi contador, professor, advogado, empresário da: construção civil, indústria química e cerâmica, construtor e um político brasileiro (prefeito de Tatuí/SP e Deputado Federal) Primogênito de 7 irmãos, filho de Herculano Alves Vieira Lisboa e Maria Caldas Lisboa. Cônjuge: Profa. Thomyres Gianesella Lisboa  Filhos: Herculano Francisco Gianesella Lisboa (Tatuí 19 de janeiro de 1947), Fernando Gianesella Lisboa, Junia Lisboa Machado, Estela Gianesella Lisboa

        Biografia – Como empresário, montou a primeira indústria química do interior de São Paulo na década de 1940, instalada em uma chácara de sua propriedade, onde mais tarde a loteou e foi criada a Vila Jurema, em Tatuí, São Paulo. Era considerado um Mecenas da arte pois sempre acolheu os pintores, cantores, artistas, etc. Conviveu amistosamente com Menotti Del Picchia e Cassiano Ricardo.

        No dia 04 de outubro de 1959, foi eleito prefeito de Tatuí-SP eleito pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), vencendo a eleição por incríveis 5 votos de diferença. Em sua campanha, defendeu a encampação da Companhia Luz e Força de Tatuí-SP. Após assumir a prefeitura travou séria disputa com a companhia, que era ligada a oposição local, liderada pela União Democrática Nacional (UDN). Em novembro do ano seguinte, foi afastado do cargo de prefeito sob acusação de remover postes instalados pela concessionária, decisão revogada prontamente por um ato judicial. 

        Em janeiro de 1961, ao final do governo do presidente Juscelino Kubitschek, quando retornava de Brasília com o decreto da encampação da Companhia em mãos, na estrada entre Sorocaba e Tatuí, ainda em leito de cascalho, sofreu um atentado, onde sua camionete ficou perfurada por mais de dez projéteis, safou-se com vida mas com algumas escoriações. Chegando a Tatuí, criou o Serviço Municipalizado de Energia Elétrica, o primeiro do gênero no Brasil.

        Três meses depois, no dia 26 de Abril de 1961, enquanto prefeito de Tatuí, apresentou sua tese: “A energia elétrica produzida pelo Governo, com o dinheiro do povo, deve ser distribuída ao povo pelo próprio Governo”, no 8º Congresso Estadual de Municípios na estância de Serra Negra, a qual fala sobre o serviço municipal de distribuição de energia de Tatuí e também da importância da eletrificação rural, pois segundo João Lisboa em sua máxima válida até hoje: “Sem eletrificação rural não haverá produção no campo nem paz social na cidade. Em julho de 1961, o presidente Jânio Quadros atendeu a companhia e a oposição local e revogou o decreto de encampação, mas mesmo com estes acontecimentos, João Lisboa continuou a pregar a nacionalização da energia elétrica em todo o Brasil.

        Na Noite Municipalista de 1961, em Tatuí, o “Protocolo de Tatuí”, documento histórico de ressonância nacional, de autoria de João Lisboa, consubstancia as reivindicações dos homens do interior reunidos nesta noite.

        No ano seguinte, nas eleições de outubro, foi eleito suplente de deputado federal pelo estado de São Paulo, com a coligação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Socialista Brasileiro (PSB). Antes das eleições de 1962, na impossibilidade de completar o ciclo de 100 comícios, nos quais realizou 95, que havia programado foi até a redação do jornal Folha do Sul onde pediu para que fosse transcrita a palestra que realizou no rádio e na televisão da capital para a população de Tatuí. Onde evidenciava mais uma vez sua luta contra as concessionárias de energia elétrica do interior. Neste período ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados, de julho a outubro de 1965 e de março a junho de 1966.

        Após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 e da posterior instauração do bipartidarismo, foi um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Partido contrário ao regime militar instaurado no Brasil em abril de 1964. Faleceu no dia 18 de outubro de 1996 em São Paulo, após ter sido atropelado, enquanto fechava a porta de seu carro.

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